Bupropiona, Escitalopram e Fluoxetina. Efeitos Indesejáveis e Mudanças de Tratamento

ola dr q maravilha este seite principalmente pra mim q moro fora do Brasil.Olha gostaria de esclarecer algumas duvidas por favor me ajude eu tenho uma medica aqui ela e um amor de pessoua mais acho q ela esta deziformada e ela e a unica psiquiatra q eu conheço aqui q fala portugues por isso estou com ela eu falo ate bem alemao mais nesse caso me expresso melhor na minha lingua .....bom e o seguinte o pripeiro medico q eu fui quando comecei a passar mal disse q eu tinha toque com ataques de panico e me receitou lexapro e rivotril no começo foi horrivel mais depois fiquei bem so que depois de um ano parei a medicaçao depois voltei a passaar mal e muito pior voltei ao medico no Brasil e ele disse q eu era Bipolar me receitou uns remedios so que eu nao melhorei piorei ai fui na medica aqui na suiça que disse q nao sou bipolar q tenho e assiedade com a ataques de panico bom voltei a tomar lexapro so que dessa vez nao funcionou muito bem depois trocou pra fluoxetina q no começo foi otimo mais depois fui ficando mal dinovo sem contar q o desejo sexual desapareceu..agora trocou estou tomando Bupropiona 150 mg a uma semana mais continuo sentido pressao na cabeça coraçao acelerado alias parece q sinto toda a pulssaçao do meu corpo as vezes ate parece q o meu cerebro ta tremendo barulho na cabeça ou no ouvido nao sei dizer mais esse sintomas nao sao por causa da bupropiona dr pois antes eu ja sentia tudo isso e tinha ataques de panico horrivel e muita inssonia ...bom agora to tomando bupropiona e rivotril quando estou muito mal ou com inssonia obs a bupropiona tomo todos os dias 150mg....mais por favor dr o que vc acha q eu tenho e o que eu fa4o ou tomo pra acabar comessa aceleraçao no corpo e na cabeça? principalmente quando deito ai que piora as vezes ac! ho que tenho um coraçao tenho da cabeça...muito obrigada Jesus lhe abençoe por favor me ajude.... (Suíça)

Bem, vamos procurar organizar um pouco este seu relato a fim de podermos responder seus questionamentos.

Primeiramente, como sempre digo, é imperioso que um diagnóstico preciso seja estabelecido pelo psiquiatra. Há um abismo de diferenças entre o TOC, o Transtorno Bipolar e a Síndrome do Pânico, embora possa haver a presença do que chamamos de comorbidade (a presença de mais de um transtorno psiquiátrico em curso). Todavia, tenho observado um franco abuso de diagnósticos para estes transtornos supracitados. Caberá, portanto, ao psiquiatra que lhe assiste firmar o diagnóstico preciso.

Em segundo lugar, é imperioso que o médico psiquiatra possua um sólido conhecimento em psicofarmacologia (a ciência que estuda os medicamentos usados em psiquiatria), pois há medicamentos com muito mais efeitos colaterais do que outros, e há sempre que se pesar as vantagens e desvantagens do uso desta ou daquela medicação. Existe vasto material técnico disponível a esse respeito. E não podemos deixar de considerar a superioridade de determinados medicamentos em relação a outros que se enquadrem na mesma "categoria". Também sobre este assunto os estudos são fartos e abundantes.

 

De modo bastante sucinto, sobre os medicamentos que você citou: Agitação, dores de cabeça, tonturas, tremores, sensações de palpitações e alterações na audição não são infrequentes com o uso da Bupropiona, embora nem todos os pacientes experimentem esses efeitos indesejáveis. A Bupropiona possui indicações bem específicas e quando bem utilizada pode ser de grande auxílio para o tratamento de determinados transtornos psiquiátricos.

Já com relação à Fluoxetina, seus possíveis efeitos colaterais de comprometimento da libido já são bem conhecidos, e há pacientes que simplesmente não toleram esses efeitos.

Quanto ao Escitalopram (Lexapro®), queixas de dores de cabeça e cansaço também não são infrequentes entre os pacientes que utilizam esta medicação, sobretudo no início do tratamento.

E todos os medicamentos citados acima possuem o potencial de causar transtornos do sono.

Tanto a introdução como também a retirada desses medicamentos devem ser feitas de modo criterioso e progressivo, e isto pode minimizar, em muito, potenciais efeitos colaterais.

Evidentemente, essas "mudanças de diagnósticos" a que você foi sujeita, bem como esse diversificado troca-troca de medicamentos que lhe prescreveram não são nada confortáveis para o paciente.

Enfim, teria a lhe dizer que me parece que seu caso requer um maior grau de sintonia entre você e seu psiquiatra. Todos esses pormenores do seu relato (e outros mais, se houver) devem ser relatados, pacientemente, ao seu psiquiatra, nem que você precise escrevê-los em um papel e levá-lo à consulta. Também seu psiquiatra precisa lhe ouvir, nem que a consulta demore mais do que o regular. Aliás, se há algo que não auxilia, em nada, o bom exercício da psiquiatria, esse algo são as chamadas "consultas relâmpago".

Os tratamentos em Psiquiatria devem ser vistos como uma parceria entre o psiquiatra e o paciente, a fim de que ambos, conjuntamente, busquem a melhor solução para cada caso específico.

Em minha opinião, a Psiquiatria tem muito mais a oferecer a você em termos de diagnóstico e de tratamento do que, até agora, você parece ter recebido.

 

Médico Psiquiatra e Nutrólogo

 

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