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Pergunte ao Psiquiatra Tire suas Dúvidas sobre Psiquiatria
Dr Eduardo Adnet - Médico Psiquiatra
Especialista Titulado Pela Associação Brasileira de Psiquiatria e Associação Médica Brasileira
Gratos por sua visita! Desde que publicamos esta seção no site, temos recebido diversos emails com diferentes dúvidas e questionamentos sobre Transtornos Psiquiátricos, medicamentos, dentre outros assuntos relacionados com a Psiquiatria. Devido à importância de vários dos temas mencionados por nossos visitantes, gostaríamos de solicitar que, ao final de cada mensagem, a pessoa que nos enviar um email coloque, em baixo na mensagem, a autorização para que publiquemos aqui suas dúvidas. E isto para que outros também possam se beneficiar. Evidentemente, não divulgaremos nem o nome e nem o email do visitante, apenas as perguntas.
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As perguntas enviadas são selecionadas para resposta, e somente serão respondidas as perguntas que puderem suscitar respostas para benefício dos visitantes do site no que diz respeito a uma melhor compreensão de assuntos ligados à Psiquiatria.
Devido ao grande volume de emails que recebo, passei a agrupar as
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Médico Psiquiatra
Perguntas Relacionadas a Medicamentos em Psiquiatria
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| Risperidona, Cloxazolam, Citalopram, Biperideno e Ganho de Peso |
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Embora você não tenha mencionado de que doença sofre, sobre as medicações citadas, posso lhe dizer o seguinte: O ganho de peso com o uso da Risperidona (Risperidon®) é relativamente frequente, por vezes até muito ganho de peso. O Cloxazolam (Olcadil®) possui o potencial de lentificar a memória. E o Citalopram (Alcytam®) pode, por vezes, comprometer (e bastante) a libido. São todos estes medicamentos bastante utilizados em Psiquiatria. Todavia, em havendo efeitos indesejáveis com importante desconforto para o paciente, existem diversas opções a fim de lidar com esta situação. |
| É o que posso lhe responder por hora. |
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Alprazolam (Frontal™), Clonazepam (Rivotril™), e Álcool |
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| Bupropiona, Escitalopram e Fluoxetina. Efeitos Indesejáveis e Mudanças de Tratamento |
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Medicamentos em Psiquiatria e Disfunções Sexuais (Diminuição da Libido, Anorgasmia e Disfunção Erétil) |
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Com prazer atendo sua solicitação. Elaborei um artigo sobre o tema, buscando ser sucinto, com menção a tópicos que considero importantes e relevantes à questão. É um artigo com linguagem técnica que lhe disponibilizo. Caberá ao amigo fazer a adaptação em uma linguagem mais simples para a sua apresentação, se assim lhe parecer conveniente. É com o que posso, no momento, procurar colaborar, atendendo, com prazer, sua solicitação. Clique aqui para ler a sua resposta. |
| Olcadil (Cloxazolam) |
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O Olcadil® (Cloxazolam) é um medicamento ansiolítico pertencente à categoria dos Benzodiazepínicos (Diazepam, Clonazepam [Rivotril®], Lorazepam, etc.). Uma das vantagens dos Benzodiazepínicos é a flexibilidade da posologia. Diferentemente de outros medicamentos utilizados em Psiquiatria, podem ser tomados tanto de forma regular (tomada diária) bem como somente em momentos específicos, segundo orientação médica. Sendo assim, a resposta à sua indagação é sim. |
| Sertralina e Inibição da Libido |
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Esta resposta está relacionada à resposta anterior. Como já dito, dois dos efeitos indesejáveis mais comuns relacionados aos antidepressivos categorizados como Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRSs) - Fluoxetina, Sertralina, Paroxetina, dentre outros - são o ganho de peso e o comprometimento da libido. Cabe aqui salientar que as apresentações desses efeitos indesejáveis dos ISRSs não seguem um padrão uniforme, ou seja, há pacientes para os quais estes efeitos são mais intensos e há os que sequer chegam a mencionar estas colateralidades indesejáveis relacionadas aos ISRSs. A Bupropiona tem sido prescrita como alternativa terapêutica em diversos desses casos onde os ISRSs são a primeira escolha, todavia apresentam efeitos indesejáveis por vezes não tolerados pelo paciente. O mecanismo de ação da Bupropiona se relaciona à inibição da recaptação da Dopamina e da Noradrenalina, não tendo os mesmos efeitos indesejáveis dos ISRSs. Todavia, trata-se de um psicofármaco diferente e, em diversos casos, menos eficaz do que diversos ISRSs para o tratamento de transtornos psiquiátricos onde os ISRSs são a primeira escolha. Daí vermos, em algumas ocasiões, recorrência dos sintomas e até mesmo ineficácia relativa da Bupropiona para tratar esses referidos transtornos. Há diversos estudos comparativos entre estes fármacos que qualificam e que também quantificam suas respectivas eficácias terapêuticas. Acontece que, além de medidas que podem ser tomadas frente ao comprometimento da libido por ISRSs, sem a necessidade de substituí-los por outro psicofármaco, existem outros tratamentos disponíveis para abordar os mesmos transtornos para os quais os ISRSs são eficazes. Um bom diálogo com o psiquiatra responsável pelo tratamento pode resultar em uma mudança de abordagem do tratamento com maior sofisticação terapêutica a fim de tratar o quadro clínico em foco. É o que posso lhe dizer dentro das limitações que um comentário como este exige. Grato por seu contato. |
| Paroxetina e Libido |
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Embora a Paroxetina seja um medicamento bastante eficaz no tratamento de transtornos psiquiátricos, ela está fortemente relacionada a dois efeitos indesejáveis muito frequentes: comprometimento da libido e ganho de peso. Em minha experiência profissional, nunca vi estes efeitos colaterais cederem completamente com o tempo. Ou seja, enquanto se utilizar a Paroxetina (e houver comprometimento da libido e/ou ganho de peso), estes efeitos indesejáveis tendem a permanecer, embora possa haver uma atenuação destes efeitos colaterais. Lembrando, todavia, que há pacientes que não experimentam estes efeitos colaterais de modo a necessitarem de interromper a medicação. O que, pelo que tenho observado, se constitui em uma minoria dos casos. Se os efeitos indesejáveis estiverem se constituindo em um problema importante, converse com o psiquiatra de seu marido e indague sobre alternativas de tratamento (a substituição da Paroxetina). |
| Lítio no Sangue |
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Não. De modo sucinto, praticamente não há Lítio algum em nosso organismo, salvo traços que podem ser encontrados em alguns fluidos corporais (e cuja função é ainda pouco conhecida), algo que nada tem a ver com a administração do Carbonato de Lítio para fins de tratamento psiquiátrico. Como já dito em resposta anterior, dosar o Lítio em quem não faz uso dessa medicação é algo completamente inútil sob o ponto de vista psiquiátrico. |
| Fluoxetina e Ganho de Peso |
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Os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRSs) que incluem a Fluoxetina, a Paroxetina, a Sertralina, dentre outros, estão todos eles associados a ganho de peso. Estima-se que, pelo menos, 30% dos pacientes que usam esses medicamentos têm ganho de peso considerável. Embora os ISRSs possam, no início do tratamento, cooperar para alguma modulação do apetite, em diversos casos eles terminam por levar ao efeito contrário de quem deseja perder peso. Embora a ciência ainda não tenha conseguido determinar com precisão o mecanismo pelo qual os ISRSs levam ao ganho de peso, esta tem sido uma queixa cada vez mais observada nos pacientes que os utilizam. Mas, anime-se! Como Psiquiatra e Nutrólogo, lhe digo que existem diversos tratamentos atuais disponíveis para perda de peso (e que não incluem a Fluoxetina!) |
| Rivotril e Mudanças no Humor |
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O Rivotril® (Clonazepam) é um medicamento pertencente ao grupo dos Benzodiazepínicos, assim como o Diazepam, o Alprazolam, Cloxazolam, dentre outros. Embora pertençam à mesma classe de psicofármacos, cada um deles possui características bastante específicas e também efeitos distintos (desejáveis e indesejáveis). Dentre os efeitos indesejáveis, as alterações do humor e determinadas alterações cognitivas podem estar presentes, dependendo do Benzodiazepínico prescrito, dose, tempo de uso, associação com outros fármacos, dentre outros fatores. O Diazepam e o Flunitrazepam, por exemplo, podem levar a casos de apatia que podem ser confundidos com episódios depressivos clássicos, quando não são eles próprios os desencadeadores de episódios depressivos. Embora os Benzodiazepínicos sejam medicamentos de elevada importância em psiquiatria e prescritos no mundo todo, cabe ao médico psiquiatra o domínio dos conhecimentos sobre a psicocinética e a psicodinâmica dessas drogas terapêuticas. Há meios de se amenizar estes efeitos indesejáveis, quando presentes, e necessidade de se avaliar a continuidade de seu uso e, não infrequentemente, realizar ajustes de doses. Respondendo, portanto, a sua pergunta, sim, o Clonazepam pode causar alterações do humor. Todavia, somente uma avaliação minuciosa, e que possa excluir outras diversas possíveis causas para humor alterado, pode fornecer os meios para uma afirmação definitiva sobre estas alterações. Importante lembrar que praticamente todos os medicamentos utilizados em Medicina (seja qual for a especialidade médica) possuem efeitos colaterais. Isto digo a fim de que não se fomentem preconceitos quanto aos medicamentos da psiquiatria, os quais têm podido não somente controlar muitas doenças psiquiátricas, como também têm melhorado dramaticamente a qualidade de vida de muitos portadores de transtornos psiquiátricos pelo mundo afora. |
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Transtornos Ansiosos, Fobia Social e Propranolol
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Medicamentos Químicos ou "Medicamentos Naturais"? |
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Pelo seu relato, trata-se de um quadro de sinais e sintomas que requer atenção e tratamento pela Psiquiatria. Sobre se seu tratamento deverá ser feito com o uso de medicação, somente com psicoterapia ou com a combinação de ambos, isto só poderá ser decidido mediante uma avaliação psiquiátrica. Todavia, aqui cabe uma importante observação sobre os chamados medicamentos naturais, informação esta que muitos ignoram: Ao longo de toda a história da medicina, os medicamentos utilizados para tratar doenças sempre vieram da natureza. Com o desenvolvimento das tecnologias modernas de síntese de moléculas de medicamentos em laboratório, passou-se a uma visão dicotomizante e ilusória onde existiria uma suposta divisão entre “medicamentos químicos” e “medicamentos naturais”. Esta divisão é ilusória e carece de fundamentação científica, pois todos os medicamentos, sejam os industrializados ou os chamados “naturais” são medicamentos químicos. Toda ação medicamentosa é química, salvo nos casos de efeito placebo. Outro equívoco frequente é o de se supor que os ditos “medicamentos naturais” não possuem efeitos colaterais e seriam mais seguros. Esta afirmação é falsa, pois determinados remédios chamados de “naturais” podem, dependendo do caso, intoxicar e até matar. A atual popularidade de determinados tratamentos com “ervas naturais” tem sua origem na China, onde essa prática é comum, muito mais pela miséria em que vive a maioria do povo chinês, alienada de tratamentos médicos de qualidade, do que por seus efeitos terapêuticos. Dois estudos recentes realizados pela Associação Americana de Oncologia e pelo Departamento de Saúde da Califórnia demonstraram que diversas ervas utilizadas pela chamada medicina de ervas chinesas podem ser bastante tóxicas e danosas ao corpo humano. Após terem sido testadas diversas dessas ervas “naturais”, verificou-se que um terço delas estava impregnado com traços de medicamentos industrializados e também com produtos tóxicos como o chumbo e o arsênico. Além de ter sido verificada a presença de agrotóxicos em diversas dessas “ervas naturais”. Essas substâncias tóxicas presentes nos chamados “remédios naturais” possuem o potencial de causar severas intoxicações, alergias graves, fotossensibilização, insuficiência renal e até a morte por falência renal.
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Mais de uma Doença Psiquiátrica e o Uso de Mais de um Medicamento |
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O termo neurose, além de se revestir de importante inespecificidade, cai em desuso à medida que o tempo passa e se vão sofisticando os diagnósticos em Psiquiatria. Também o termo Psicose é inespecífico, visto que "comportamentos psicóticos" carecem da especificação psicopatológica e etiopatogênica do transtorno que pode estar ocasionando tais comportamentos. O Transtorno de pânico (ansiedade paroxística episódica) pertence à categoria dos Transtornos de Ansiedades e o Transtorno Obsessivo Compulsivo é ainda, por alguns, chamado de Neurose Obsessivo Compulsiva, e ambos os transtornos mencionados estão agrupados na CID como Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com o "stress" e transtornos somatoformes. Todavia, reitero o que disse sobre o termo neurose. Para uma visão técnica mais específica sobre a categorização e sobre as manifestações clínicas destes transtornos, e também sobre as abrangências das categorias diagnósticas onde o termo psicose pode ser empregado é necessário um sólido conhecimento em Psicopatologia, e abordar pormenorizadamente este assunto nesta seção fugiria aos objetivos deste segmento do site. O que importa em seu caso relatado é a correta determinação do diagnóstico do paciente em questão, o que pode, se for o caso, envolver a presença de mais de um transtorno psiquiátrico (comorbidade). Há pacientes que possuem dois, três, ou até mais transtornos, o que pode, sim, justificar a psicofarmacoterapia com o uso de mais de um psicofármaco. Caberá ao psiquiatra optar pela decisão terapêutica mais adequada ao paciente, preferencialmente esclarecendo ao paciente (e, se necessário, também aos familiares) sobre os principais aspectos envolvidos no diagnóstico e no tratamento proposto.
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Dosagem Sérica de Carbonato de Lítio e de Serotonina |
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Na realidade não! Não são todos os estabilizadores do humor que necessitam de dosagem sérica (exame de sangue) para o controle do medicamento no sangue. A cada dia que passa surgem estabilizadores do humor mais e mais eficazes como alguns pertencentes à categoria dos antiepilépticos mais recentes e dos antipsicóticos atípicos (alguns destes também recentes). A situação do Carbonato de Lítio é bastante específica, pois trata-se de um medicamento com potenciais efeitos colaterais importantes e que podem (e devem) ser evitados a todo custo pelo monitoramento da dosagem sérica (exame de sangue) do Lítio e pela observação e acompanhamento médico. Também esta dosagem sérica é realizada a fim de que se possa observar e avaliar a chamada dose terapêutica adequada, ou seja: Se o Carbonato de Lítio estiver muito abaixo do seu nível terapêutico pode não produzir os efeitos desejados. Por outro lado, se estiver excessivamente elevado o seu nível no sangue, pode ocasionar efeitos colaterais potencialmente perigosos, como o comprometimento renal, por exemplo. Todavia, convém lembrar que há diversos casos onde o Carbonato de Lítio se encontra abaixo do que é considerado seu nível terapêutico, mas seu efeito se faz presente. Logo, a dosagem do Lítio (Litemia) não é o único meio a fim de se avaliar a eficácia desta medicação. Outro estabilizador que deve ser dosado em diversas situações é a Carbamazepina (um antiepiléptico utilizado também como estabilizador do humor). A Carbamazepina pode produzir Leucopenia (baixa das células de defesa do organismo) dependendo da dosagem e da pessoa que está recebendo a medicação. Há ainda outras situações em que a Carbamazepina deve ser dosada no sangue. Porém isto não é uma regra matemática. Há diversos outros estabilizadores do humor (a maioria pertencente à classe dos antiepilépticos e dos antipsicóticos atípicos) os quais não necessitam de monitoramento sanguíneo frequente. Em alguns casos a dosagem sérica deles nunca é necessária. Todavia, a decisão cabe ao médico psiquiatra que os prescreveu, sendo importante esclarecer todas as dúvidas ao paciente, pois muitas bulas de remédios podem confundir. Outro equívoco é o de se dosar o Lítio em quem não toma Carbonato de Lítio. Quem não toma Carbonato de Lítio não precisa de dosagem sérica (sangue) de Lítio. O Lítio é produto de uma pedra que se chama Petalita, é só pode estar elevado no organismo se a pessoa estiver recebendo tratamento com Carbonato de Lítio. Aliás, Lítio vem de Lithus, que em Grego significa Pedra. Sobre a dosagem de Serotonina sérica (sangue), não há embasamento científico que sustente este tipo de abordagem terapêutica. Ou seja, pelos dados de que dispõem a literatura científica atual em Psiquiatria, não se justifica a dosagem de Serotonina com fins a estabelecer alguma relação com quadros depressivos. Dosar o Lítio em quem não toma esse medicamento e dosar Serotonina para avaliar quadros depressivos são medidas inúteis sob o ponto de vista Psiquiátrico. |
| Revisão de Medicamentos e de Dosagens ao longo do Tratamento Psiquiátrico |
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Uma das principais características da Psiquiatria é o fato desta especialidade médica lidar com doenças em sua maioria crônicas. Um dado antibiótico pode ser eficaz no tratamento de determinada infecção. Terminada a infecção, o antibiótico já não é mais necessário. Porém, quando se tratam de transtornos psiquiátricos crônicos (alguns duram pelo resto da vida, mesmo a despeito de grandes melhoras com a instituição do tratamento adequado), nosso organismo pode apresentar variações surpreendentes e também inesperadas em relação a esta ou àquela medicação. Por esta razão as medicações devem ser sempre revistas. Não somente as dosagens e as, muitas vezes necessárias, combinações de psicofármacos, mas também os efeitos que esses medicamentos estão exercendo sobre o fígado e os rins (os quais potencialmente podem sofrer algumas consequências devido às medicações). Também os ajustes de doses e a retirada deste ou daquele fármaco durante o tratamento precisam ser avaliados periodicamente. E, por fim, o envelhecimento é um dos principais motivos por causa do qual doses de medicamentos devem ser reavaliadas e alguns medicamentos até mesmo suspensos (ou trocados), pois à medida em que os anos avançam, nossa capacidade em metabolizar os medicamentos tende a ficar alterada. A doença que você menciona (Depressão) e os medicamentos a que você faz referência são objetos de atenção da Psiquiatria. |
| Esquizofrenia - Semap - Outros Antipsicóticos |
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De fato, a produção do psicofármaco Semap (Penfluridol) foi descontinuada desde 2009 pelo Laboratório JANSSEN-CILAG. Todavia, existem diversos outros medicamentos pertencentes à mesma categoria do Semap (um antipsicótico) com menos efeitos colaterais do que este último. O Penfluridol (Semap) possuía o potencial de ocasionar diversos efeitos colaterais, dentre eles a Acatisia e a Discinesia tardia. Sobre a Risperidona, embora seja um excelente antipsicótico, há alguns efeitos colaterais que podem se manifestar no início, e/ou ao longo do tratamento, como ganho de peso, por exemplo. Embora em nem todos os casos da mesma forma. Possuo diversos pacientes que fazem uso da Risperidona sem grandes problemas. Porém, existem medidas muito específicas a serem tomadas pelo Psiquiatra na introdução deste medicamento. Mas em não havendo uma resposta satisfatória à Risperidona, ou efeitos indesejáveis, mesmo que a introdução do medicamento tenha sido feita de modo correto e mantida a posologia adequada, há diversas outras opções de tratamento para quem necessita de fazer uso de antipsicótico. Algumas destas opções podem ser significativamente superiores à Risperidona. Acredito que seu Psiquiatra deva estar a par destes fatos. |
| Homeopatia, Acupuntura, Tai-Chi |
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Prezado amigo, Embora eu já tenha exercido a medicina na Europa, não conheço nenhum psiquiatra que eu pudesse lhe indicar na Holanda. Meus contatos com colegas de profissão em continente europeu se restringem à Áustria, Alemanha e Portugal. Ter “sintomas de Bipolaridade”, como você escreveu, não é a mesma coisa que ser portador do Transtorno do Humor Bipolar. Nesse caso, somente uma avaliação psiquiátrica poderia conferir precisão diagnóstica com fins de orientação terapêutica, evidentemente. Sobre terapias com Homeopatia, Acupuntura ou Tai-Chi, em nossa experiência profissional jamais detectamos qualquer benefício para o tratamento de transtornos psiquiátricos com essas modalidades de tratamento (ou abordagens terapêuticas). Se tais práticas são benéficas, cabe aos profissionais que as executam comprovar sua eficácia junto à comunidade científica internacional. Todavia, como já dito, nunca observamos benefício algum por parte dessas terapias (Homeopatia, Acupuntura ou Tai-Chi) em nossa vivência profissional. Meus respeitos aos profissionais que as exercem, mas não recomendamos tais modalidades de tratamento aos nossos pacientes, direito que nos cabe de modo legítimo e legal. O caso por você relatado envolve diversos aspectos e variantes que podem influenciar no quadro. Infelizmente não há muito mais o que eu possa comentar, pois as informações são insuficientes. É o que posso lhe adiantar por hora.
Grato por seu contato! |
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Tempo Necessário para a Eliminação do Carbonato de Lítio do Organismo, após Interrupção do Tratamento |
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O Carbonato de Lítio é eliminado principalmente através da urina com insignificante eliminação pelas fezes. A meia vida de eliminação do lítio é de aproximadamente 24 horas. Pode ser necessário um período de até 2 semanas até que o Lítio seja eliminado do organismo, após a suspensão do tratamento com esse medicamento. Salvo se houver alguma doença do aparelho urinário limitadora de eliminação do Lítio (Insuficiência Renal). A quantidade de Lítio no sangue pode ser facilmente determinada pela dosagem de Lítio no sangue (apenas para quem faz tratamento com Carbonato de Lítio), um exame conhecido por Litemia. A realização de Litemia é inútil para quem não faz tratamento com Lítio. |
| Fluoxetina, Sintomas Presentes, Tempo de Tratamento |
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Prezado amigo, o simples fato de você citar que fazia uso de Fluoxetina para Depressão e Ansiedade, elencar tantos sintomas que você alega estarem presentes, relatar que interrompeu a medicação de forma abrupta, sugere que o seu tratamento não foi completado de forma adequada. Os tratamentos medicamentosos em Psiquiatria devem ser instituídos de modo gradativo, com acompanhamento criterioso pelo Psiquiatra, e, quando for o caso, a medicação deve ser retirada, na hora certa, também de forma gradativa, regular e supervisionada. Não são incomuns as situações onde seja pela falta de adesão do paciente ao tratamento, por indisciplina, por precipitação em interromper a medicação, por dificuldades para se conseguir uma consulta com a Psiquiatria (serviço público), e até, em alguns casos, tratamentos deficientemente conduzidos por médicos que não são especialistas em Psiquiatria, podem conduzir a resultados como o relatado por você. Aliás, você não menciona se foi ou não tratado por um Psiquiatra. Caso lhe pareça conveniente procurar um médico psiquiatra, procure esclarecer com ele todas as suas dúvidas sobre o seu diagnóstico, sobre a medicação prescrita, sobre o tempo presumido de tratamento, enfim, procure não permitir que fiquem dúvidas. Há casos em que a preocupação em não melhorar, impressões e interpretações equivocadas sobre o que se está sentindo, atenção indevida dada a opinião de pessoas leigas, apreensão sobre possíveis efeitos da medicação e informações truncadas sobre o diagnóstico podem ser piores do que a própria doença em si. É o que posso lhe dizer por hora. Grato por seu contato! |
| Transtorno Bipolar e Lamotrigina |
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A Lamotrigina é, por definição, uma droga antiepiléptica. Todavia, assim como também acontece com determinados outros medicamentos antiepilépticos, a Lamotrigina tem sido usada em Psiquiatria para quadros psiquiátricos onde haja a necessidade de ser administrado um estabilizador do humor (como no Transtorno do Humor Bipolar, por exemplo). Em nossa experiência profissional, não costumamos utilizar este medicamento com grande frequência em razão de considerarmos outros psicofármacos bem mais eficazes do que a Lamotrigina quando se trata de estabilização do humor. Sobre a UNIMED, não atendemos por este convênio. |
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Médico Psiquiatra |
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Nosso Livro
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