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Tire suas Dúvidas sobre Psiquiatria

 

Dr Eduardo Adnet - Médico Psiquiatra

 

Especialista Titulado Pela Associação Brasileira de Psiquiatria e Associação Médica Brasileira

 

 

Gratos por sua visita!

Desde que publicamos esta seção no site, temos recebido diversos emails com diferentes dúvidas e questionamentos sobre Transtornos Psiquiátricos, medicamentos, dentre outros assuntos relacionados com a Psiquiatria. Devido à importância de vários dos temas mencionados por nossos visitantes, gostaríamos de solicitar que, ao final de cada mensagem, a pessoa que nos enviar um email coloque, em baixo na mensagem, a autorização para que publiquemos aqui suas dúvidas. E isto para que outros também possam se beneficiar. Evidentemente, não divulgaremos nem o nome e nem o email do visitante, apenas as perguntas.

 

LEIA ISTO COM ATENÇÃO ANTES DE ENVIAR SUA PERGUNTA!

Por normatização do Conselho Federal de Medicina, Não são Permitidas Consultas Online, mas apenas esclarecimentos de dúvidas de caráter genérico com vistas a utilidades informativas. Para situações que envolvam demasiada especificidade pessoal na pergunta, não há como substituir a consulta com o médico psiquiatra.

 

As perguntas enviadas são selecionadas para resposta, e somente serão respondidas as perguntas que puderem suscitar respostas para benefício dos visitantes do site no que diz respeito a uma melhor compreensão de assuntos ligados à Psiquiatria.

Devido ao grande volume de emails que recebo, passei a agrupar as perguntas por assuntos e tópicos, a fim de facilitar a navegação no site. Sugiro que primeiramente, se faça uma busca no site. Se não encontrar o que deseja, envie suas dúvidas. As perguntas selecionadas serão respondidas.

 

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Leia as Perguntas e Respostas abaixo, e se não encontrar o que busca, envie suas dúvidas clicando aqui

 

                 Médico Psiquiatra

 

Perguntas Relacionadas a Auxílio Doença, INSS e Capacidade Laborativa

 

Quando há Incompatibilidade entre a Doença e a Função do Trabalho.

fiquei afastado do serviço por 1 ano e seis meses fazendo tratamento, o psiquiatra do inss me diaguinosticou como portador de F60.3 + F41.2 cid 10. como trabalho armado , e lido com público fui afastado das funçoes por esse periudo. recebi auta da perita do inss e fui mandado de volta ao trabalho. mas fui informado pela minha antiga psiquiatra que deveria tomar os remedios para sempre, e nao deveria voltar a trabalhar armado e se possivel evitar grande aglomeraçoes de gente ja que esse tipo de situaçao me deixava nervoso. isso esta correto ?, se esta como posso eu agir ja minha empresa insiste em me colocar em posto com muita aglomeraçao de gente ? (Santa Catarina)

 
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Perícia, Especialidade Médica, Psiquiatria

Meu nome é (...), estou falando pelo e-mail da minha esposa, pois não tenho e-mail. Eu gostaria de tirar algumas dúvidas, e queria muito poder contar com a ajuda de vocês. A minha esposa trata faz 3 anos com psiquiatra e há dois anos diagnosticada por F31.9 passou para F33.2 Transtorno afetivo bipolar, episódio atual maníaco com sintomas psicóticos. Ela tem crises de depressão, já passou pela fase eufórica, mas precisa de acompanhamento familiar direto, pois já pensou em se jogar da janela do prédio e já até tentou. Enfim, o quadro dela é muito grave e estamos passando por uma situação muito difícil por conta disso. Ela é engenheira civil, fez 3 pós graduações e 1 mestrado e enfim, vê sua vida profissional jogada fora. Ela é funcionária pública estatutária e está enfrentando alguns problemas com a perita da empresa em que trabalha. Com isso, gostaria de colocar alguns procedimentos da mesma, para que possam me ajudar e me dizer se a mesma está tratando com ética profissional e se o procedimento está correto, pois não sei mais a quem recorrer. Bem, a empresa que ela trabalha, contratou uma empresa terceirizada para pericia médica que antes era feita diretamente na prefeitura do município. Só que antes, a perícia era feita por profissional psiquiatra que conversava com ela e avaliava suas condições. Hoje, está sendo feito por médica clinica geral, sem a especialidade de psiquiatria, isto é correto? Pode ser feito por profissional sem esta especialidade? Falo isto porque o problema dela é de ordem psíquica. A mesma está forçando a paciente a voltar ao trabalho, mas ela não tem a menor condições. Além deste problema ela tem crises de pânico e quando vai na perícia quase desmaia de tanto que passa mal, para isso ela toma um remédio sub-lingual passado pelo psiquiatra dela. Enfim, como orientação do médico assistente, a perícia começou a ser feita em casa e vejam o que ocorreu: Quando minha esposa está em crise aguda, ela fica sob os cuidados da mãe dela em (...) (nós moramos em SP e a empresa fica em (...). A médica não avisou que viria fazer a perícia e veio sem comunicar o dia. Até aí não vejo problema, pq minha esposa está sempre em casa, mas o único problema é eu dou aula e ela veio às 7:30 h da manhã e eu já estava no trabalho. Minha esposa toma 40 gotas de neosine 25 mg e tem muita dificuldade para dormir, quando ela pega no sono, acorda tarde, por conta dos remédios. Ela também toma Dekapote. Neste dia, o interfone tocou muitas vezes em vão, porque eu não estava em casa e ela não acorda sozinha. Bem, ficamos sabendo pelo médico psiquiatra assistente dela, que o porteiro alegou que não estávamos atendendo porque trabalhávamos a noite inteira e dormíamos de dia. Ora, uma informação totalmente descabida, eu nem em casa trabalho e minha esposa está doente. A questão é que esta médica perita, tomou isso como verdade e ligou para o médico assistente dela querendo saber o porque dela trabalhar em casa e não poder trabalhar na empresa. O médico achou um absurdo, pois conhece bem a situação da paciente e contornou explicando para ela que era óbvio que este porteiro havia se enganado, uma vez que por diversas vezes a paciente vai de emergência ao hospital com crises agudas. São 3 anos de tratamento com este médico, passando pelos mais diversos tipos de remédios até achar o Dekapote e ela estar um pouco melhor estabilizada. Quanto ao porteiro, já conversamos com ele, que tem 3 meses de trabalho apenas no prédio onde residimos e primeiro demos uma bronca por informar errado. Ele disse que confundiu o apartamento. E em segundo lugar, nem que não tivesse confundido, a ele limitaria-se apenas a dizer que ninguém atendia o interfone. Bem, voltando ao caso da médica, ela ainda disse ao médico assistente que a janela do partamento em que moramos estava aberta e que não quisemos atendê -la. O que não foi o caso e neste caso ela estaria mentindo, visto que meu apartamento não é visível pela portaria, pois fica nos fundos do prédio. A questão que quero saber é, ela pode fazer isso? É ético da parte dela tomar como verdade uma informação errônea de um porteiro e levar adiante? Ao saber disso do médico assistente, que por sinal, achou um absurdo ela ligar para ele nesses termos, ele nos contou a situação. A preocupação dela não teria que ser com o bem estar do paciente? Na empresa em que ela trabalha, nos pediram desculpas e nos falaram que eles nos avisariam da próxima visita desta médica. Porém, gostaria de saber com vcs e aconselhado pelo médico assistente que nos forneceu o e-mail de vcs, gostaria de saber quais são o meus direitos nesse caso? Uma médica não especialista em psiquiatria pode periciar a paciente? e pode tomar este tipo de atitude? Ela está agindo dentro dos procedimentos éticos da medicina? Grato. (São Paulo)

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Transtorno do Humor Bipolar e Capacidade Laborativa

Olá DR, gostaria de saber se posso ser investida em cargo publico, mesmo sendo portadora do transtorno afetivo bipolar, se esta doença é incapacitante para o trabalho. (Pará)

 

As respostas dadas às mensagens abaixo já respondem, parcialmente, sua indagação. É necessário que qualquer pessoa antes de assumir qualquer cargo ou função laboral seja, previamente, submetida à avaliação pela Medicina do Trabalho. Nessa ocasião se informa ao médico do trabalho examinador (no exame admissional) todas as doenças das quais o examinado é portador. Deixar de informá-las pode trazer futuros problemas legais ao examinado. Caso o médico do trabalho examinador não tenha dúvidas sobre a aptidão do candidato à função, então o examinado receberá o documento onde constará apto para a função. Caso o médico do trabalho possua dúvidas, ele solicitará um exame pericial a um Psiquiatra e este o informará sobre a doença psiquiátrica (quando houver) e o médico do trabalho então tomará sua decisão.

Na grande maioria dos casos o Transtorno do Humor Bipolar não é incapacitante para o trabalho.

 

Transtorno do Humor Bipolar e Capacidade Laborativa 2

Gostaria de um esclarecimento. Meu irmão foi diagnosticado com bipolaridade. Ele recebia auxilio-doença do inss, mas foi cortado. Não consegue voltar ao trabalho. Esta doença o impede de trabalhar? O que devo fazer? Obrigada

Há diversas variáveis intervenientes no curso do Transtorno do Humor Bipolar. A efetiva resposta ao tratamento instituído é um dos diversos meios de que se dispõe a fim de avaliar a capacidade laborativa das pessoas portadoras do THB. Embora possa haver casos de incapacitação permanente para o trabalho, em nossa experiência temos verificado tratar-se de uma minoria de casos. Em havendo uma boa resposta ao tratamento a pessoa pode viver com qualidade de vida e trabalhar normalmente. A supervisão psiquiátrica a longo prazo é recomendada.

 
Transtorno Bipolar e Afastamento do Trabalho

eu gostaria de saber se tenho o direito de permanecer afastada do serviço com crianças sendo diagnosticado bipolar, e manifestando os sinais clinicos mesmo com remedios, a principal reclamação dos outros no serviço é de que eu sou uma pessoa de dificil convivencia, mas esta fora de mim este controle, o qual tenho que aprender

Favor ler o tópico acima, onde está escrito: Transtorno do Humor Bipolar e Capacidade Laborativa.
No demais, em determinadas situações pode ser necessária a realização de uma Perícia Médica Psiquiátrica a fim de solucionar questionamentos desta ordem. Via de regra, situações assim passam pela Medicina do Trabalho. Encontra-se no âmbito de decisão do Serviço de Medicina do Trabalho de empresas e instituições a opção (ou não) pela solicitação de perícias realizadas por outros especialistas.

 

Diagnósticos Psiquiátricos, Perícia Médica, Auxílio Doença e Simulação

Doutor tenho f 29 + f 32.9 estou encostada pelo inss e na ultima pericia o perito solicita uma consulta com o próprio psiquiatra do inss, estou apreensiva será que terei problemas com o meu beneficio, qual a conduta do psiquiatra nesta situação, ele irá fazer testes? Obrigada, Atenciosamente...

Não deixa de ser, de certo modo lamentável, que tenhamos chegado a uma situação um tanto quanto fria, onde pessoas são avaliadas de acordo com uma codificação, e não como seres humanos que sofrem e que carecem de atenção, tratamento e repouso. F29 e F32.9 são codificações de transtornos psiquiátricos da Classificação Internacional de Doenças, a CID, elaborada por comissões européias da OMS. É o chamado Diagnóstico da Psicopatologia Operacional Pragmática, ou seja, os códigos servem para “classificar” a situação de um indivíduo em, principalmente, dois subgrupos: Os que necessitam e os que não necessitam de auxílio doença, auxílios de seguros, afastamentos do trabalho, etc. Isto só nos mostra a que ponto se esfriaram os corações de pacientes e de médicos, onde alguém se preocupa com aspectos administrativos e econômicos muitas vezes de modo muito mais intenso do que se preocupa com sua melhora, restabelecimento e cura. Não estou me dirigindo a você, leitora e visitante do site que me escreveu, mas a um sistema mal elaborado de concessão de benefícios onde imperam injustiças e simulações. Mas há os dois lados da moeda.

Em mais de duas décadas exercendo a medicina, houve um ponto quando cheguei a me surpreender com a quantidade de pacientes da Psiquiatria que vinham a mim simulando depressões, pânico, fobias e tantas outras doenças psiquiátricas, visando o ganho ilícito de um benefício inadequadamente concedido pelo INSS, o qual, diga-se, é pago por quem trabalha e paga impostos. O dinheiro das bilionárias contas de benefícios que são pagos pelo INSS não é dinheiro de políticos ou de presidentes, mas é o dinheiro do imposto que foi pago pelo carteiro, pela atendente de supermercado, pelo carregador de caixas, pelo motorista de taxi, pelo bancário, pelo arquiteto, pelo médico, pelo advogado, e por aí vai, os quais com o suor de seus rostos sustentam benefícios devidos e também benefícios indevidamente concedidos a simuladores de doenças cujos corações são corruptos e cujas atitudes são semelhantes às de ladrões de carteiras.

Ora, diante de um universo tão heterogêneo e carregado de más intenções, como é o universo das multidões de pessoas que buscam auxílio doença (umas com razão, mas outras movidas por desonestidade), diante disso, nada mais compreensível do que o fato de o médico perito necessitar de um parecer especializado a fim de lhe ajudar a decidir, como perito médico, se o benefício é ou não é devido a este ou àquele cidadão. Esta é uma prerrogativa da qual os médicos peritos devem se servir (concordo plenamente com eles, eu que também realizo perícias) a fim de que possam tomar decisões fundamentadas na boa ciência, na técnica, no bom senso e também na misericórdia para com seus semelhantes. Sem, contudo, deixarem de estar de olhos abertos aos simuladores de doenças, desonestos e usurpadores da coisa alheia.

Além do que, diante de cerca de 50 especialidades médicas que hoje há, como esperar que um único perito médico possa ser detentor de um volume de conhecimentos desta ordem?

Sendo assim, penso que está correta a atitude do perito que solicita uma opinião de um colega especialista em outra área da medicina. E caso você que me escreve, faça jus à continuidade da concessão do seu benefício, de minha parte, espero que você possa obter não só o benefício, mas tudo o de que necessita a fim de chegar ao alívio e à cura de suas doenças.

 

                 Médico Psiquiatra

 

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