Saúde Mental e Espiritual. A Paz não tem Preço! Os Prazeres têm.

Este artigo fala sobre a tentativa de se reduzir o homem a uma espécie de máquina de consumir, com suas inevitáveis e devastadoras consequências sobre o ambiente psíquico e afetivo das pessoas, busca explicar a infelicidade e a tristeza que hoje se disseminam qual cupins em madeira podre e também sobre as irremediáveis consequências de se negligenciar o aspecto espiritual constitucional da criatura humana.

Uma das mais interessantes vantagens em se adquirir experiência no exercício da psiquiatria (ainda que tendo que visualizar a celeridade com que o tempo passa) é, precisamente, a segurança que se adquire a fim de tornar a precisão diagnóstica cada vez mais certeira. Penso, convictamente, que há um risco potencialmente perigoso quando se avaliam os rumos que a ciência contemporânea vem tomando, inclusa aqui também a psiquiatria, evidentemente. Refiro-me ao fato de, a cada dia que passa, se engrandecer a visão distorcida e deturpada sobre quem é, de fato, a criatura humana.

A vaidade de muitos homens e mulheres envolvidos com a ciência subsiste, dentre outras razões, pelo fato de, aos seus olhos, poderem interferir de modo cada vez mais incisivo não só na compreensão, mas também na expressão do comportamento humano. Isto se dá, em importante medida, pelo domínio que se vai adquirindo sobre os conhecimentos da biologia e da fisiologia dos neurônios. O que hoje sabemos sobre o funcionamento das células neuronais, conexões sinápticas, mecanismos de funcionamento de neurotransmissores, o mapeamento cerebral e também sobre a psicocinética e a psicodinâmica envolvendo diversos psicofármacos e o sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal) fez arrefecer bastante o entusiasmo despretensioso que antes se tinha na compreensão da neuroanatomia humana.

Para não complicar o texto, versando sobre os componentes físicos das expressões mentais, e para isto tendo de recorrer a termos técnicos e ao enfado dos leitores, o que estou dizendo é que existe uma tendência cada vez mais pronunciada em se visualizar o ser humano como sendo simplesmente uma máquina biológica e... é só isso.

Este grave equívoco bem se expressa em literais manifestações de exagero de ênfase, como em determinados segmentos, ou correntes, da Psiquiatria Biológica e da Neuropsiquiatria, por exemplo. Ainda que bastante precisas no que diz respeito a diversas abordagens científicas e atualizadas sobre o funcionamento cerebral fisiológico (um pré requisito para a hígida expressão do pensamento), há entusiastas extremistas da Psiquiatria Biológica e da Neuropsiquiatria os quais adotam uma visão reducionista do que sejam as expressões da mente humana. Ou seja, o neurônio seria o começo e o próprio fim da inquirição sobre a mente humana com suas polifacetadas manifestações de expressão. Seria algo como voltar todas as atenções sobre o filamento de uma lâmpada e deliberadamente ignorar que por traz da luz emitida pelo filamento há todo um complexo e enredado sistema de fios elétricos em conexão, torres de distribuição, transformadores, usinas hidrelétricas, dínamos e, por fim, a natureza com seus poderosos fluxos d’água, a verdadeira origem da energia hidroelétrica.

Não é possível ignorar notáveis contribuições à ciência psiquiátrica no que diz respeito aos seus componentes de origem sabidamente orgânicos e hereditários. Importantes e recentes trabalhos como os do psiquiatra e cientista Dr. Jeffrey A. Lieberman da Universidade de Columbia, nos EUA, sobre a Esquizofrenia não deixam dúvidas quanto a isto. Lieberman (cujo nome, curiosamente, significa homem que ama) tem uma posição bastante lúcida sobre os limites do conhecimento humano sobre diversos transtornos psiquiátricos. Ao falar sobre a cura da Esquizofrenia, por exemplo, Jeffrey Lieberman admite que há uma diferença entre remissão de sintomas e a cura propriamente dita.

Ora, se desde a Antiguidade se reconhecem componentes invisíveis e não palpáveis intrínseca e indissociavelmente dispostos nas manifestações mentais, por que agora tudo parece estar se voltando para um literal empobrecimento sobre o conhecimento da essência vital do ser humano? Por incrível que pareça, já começa a surgir gente propondo que a mente não existe, e que todo o acontecer psíquico não passa de uma série de expressões biológicas cuja existência depende, tão somente, de organelas celulares e de atividades bioelétricas e neuroquímicas encefálicas, exclusivamente. Seria algo como explicar a existência fundamentado na teoria fantástica dos Midi-chlorians do filme Star Wars (Guerra nas Estrelas). Segundo essa fantasia, Midi-chlorians seriam seres microscópicos que vivem dentro das células e são os responsáveis pela geração da Força nos corpos.

 

Em uma conferência de psiquiatria realizada em novembro de 2005, em Melbourne, na Austrália, um professor de neuropsiquiatria falava sobre os avanços em pesquisas recentes sobre o cérebro humano. O mencionado professor afirmava que não existe tal entidade conhecida como mente humana, e que o que era chamado de mente humana nada mais seria do que a função cerebral. Continuando, o neuropsiquiatra em questão convidou os participantes da conferência a um breve teste de opinião. Que levantassem a mão todos aqueles que acreditavam que a mente humana realmente existia. Seis pessoas, ao todo, levantaram a mão, em um salão com mais de 40 psiquiatras. (Dr William Wilkie, The Impact of Modern Psychiatry on the Self Concept, 2006).

Todavia, sem a menor das hesitações, afirmo que a Teoria da Evolução das Espécies, cunhada pelo naturalista britânico Charles Robert Darwin (1809-1882) contém muito mais fantasia do que a realidade ficcional dos Midi-chlorians de Guerra nas Estrelas. E foi, em grande medida, a partir da aceitação de conceitos propostos por Darwin e seguidores que o materialismo ateu avançou de modo proeminente, invadindo praticamente todos os território e cadeiras da ciência moderna, buscando torná-la em um aliado da concepção materialista atéia contemporânea. Isso não é justo, haja vista que a ciência deve ser imparcial, legítima e honesta em todas as suas investigações e proposições.

Surpreendentemente, passaram-se os anos e surgiu algo ainda mais fantástico e absurdo: a teoria do Big Bang, cujas proposições mais proeminentes tiveram início no século XX, ou seja, após a morte de Darwin. Houve um retrocesso nisto? Não resta a menor dúvida! Passou-se do improvável ao absurdo e às impossibilidades literais.

E o que muita gente desconhece é que a verdadeira origem da teoria do Big Bang se deu durante uma sessão espírita. Isso mesmo, durante uma sessão de espiritismo. Em 1734, o polímata sueco e espírita Emmanuel Swedenborg (1688-1772) formulou a Teoria da Hipótese Nebular fundamentado em informações mediúnicas segundo as quais o “gás cósmico” teria se revolvido e se transformado em uma galáxia. E em 1949, o físico russo George Anthony Gamov publicou a famigerada Teoria do Big Bang, segundo a qual do nada, uma explosão espacial envolvendo hidrogênio deu origem ao sol e as estrelas, e isso até que em 1978, o físico alemão Arno Allan Penzias recebeu o Prêmio Nobel de física por sua reformulação da teoria espírita de Emmanuel Swedenborg. Vemos, portanto, que a teoria do Big Bang se originou do ocultismo, e não da ciência. E por mais chocante que possa parecer a muitos, até hoje absolutamente nada existe de evidência científica que possa corroborar a teoria de Arno Allan Penzias. A verificação da existência das estrelas é um fato, porém teorias são conhecimentos especulativos, e isto até que, se demonstradas, aí sim passam a ser fatos. Por isso o Evolucionismo é classificado como teoria.

Estas coisas que estou afirmando são facilmente verificáveis em enciclopédias e em publicações as mais diversas distribuídas pelos quatro cantos da terra, em diversos idiomas, e só não são divulgadas porque foram sufocadas e ocultadas do público devido à enorme influência que possuem as mentes por trás do movimento de reducionismo deliberado da visão do ser humano, hoje transformado em uma máquina biológica de produzir e, principalmente, de consumir.

A sociedade que hoje vemos é, em sua maioria, uma enorme tribo monetocêntrica (de moneta = moeda; dinheiro) cujos sacerdotes são cientistas muito bem pagos e nomeados por governos e por megacorporações a fim de, argutamente, reforçarem a teoria do homo consumos, uma espécie de estágio acabado do fantasioso mecanismo evolucionista e cujo resultado é um ser que consome, gasta, contrai dívidas e paga seja lá pelo que lhe é posto como apetecível pelos engenhosos, sutis e perversos elaboradores desta visão absurda de quem é o homem. Estes estratagemas ficaram em evidência ainda maior agora que sobre muitos cientistas desabam a vergonha e a desmoralização pública em razão das fraudes (todas elas bem documentadas) elaboradas a fim de defender a mentira do aquecimento global, hoje já chamado de Climategate (uma alusão ao escândalo envolvendo o presidente norte-americano Richard Nixon e que ficou conhecido como o Caso Watergate).

Não é necessária nenhuma intelectividade acima do normal e nenhum QI de 170 a fim de se concluir que o que está por trás destas coisas são interesses exclusivamente ideológicos e financeiros. E agora chegamos a um dos pontos-chave deste artigo: Por que essa gula pelo dinheiro e toda essa maldade embusteira a fim de se obter mais e mais dinheiro, notavelmente às custas de apelações à mentira? A resposta engloba dois componentes básicos: Os fortes anseios por domínio e por prazer. E o veículo (ou instrumento) propiciador e facilitador da materialização destas ambições é o dinheiro.

Certa vez ouvi de um empresário uma queixa que dizia respeito à sua falta de compreensão sobre o porquê de sua empresa estar afundada em dívidas, mesmo a despeito de um excelente desempenho de mercado, vendas, crescimento, etc. A resposta era o comportamento do seu sócio (algo que ele, inicialmente, ignorava). O tal sócio havia causado sistemáticos (e ocultos) rombos financeiros na empresa às custas de desvio de dinheiro. Era uma pessoa bem sucedida, hábil nos negócios, casado, possuía filhos, enfim, aparentemente um indivíduo acima de qualquer suspeita. Isto até que todo o escândalo veio à tona.

Tratava-se de uma situação que, exaustivamente, se repete na vida de muita, mas de muita gente mesmo! O indivíduo era faminto por dinheiro e ganancioso às extremas. Importante aqui entendermos que gananciosa é a pessoa ávida por ganhos (financeiros ou de outra ordem). Sua ganância se expressava de modo mais exuberante em se tratando da quantidade de amantes que possuía (ganhos sexuais e emocionais - domínio e prazer). Todo o dinheiro desviado da empresa tinha sempre o mesmo fim: presentear amantes, sustentá-las, mantê-las e agradá-las de diversas formas possíveis. O dinheiro que era para ser reinvestido nos negócios da empresa era por ele desviado a fim de satisfazer seus desejos e apetite pela luxúria. Um hedonista exemplar! O que mais chama a atenção nessa história é que os ganhos pessoais que obtinha com esse tipo de comportamento (ganhos da sensualidade e egoístas) suplantavam sua preocupação com sua reputação, com sua família e com a sua própria saúde (física e psíquica), transformando-o em uma pessoa angustiada, desassossegada e obcecada em sua busca por prazeres. Algo como a antítese ou a contrariedade do que se pode compreender e perceber como paz.

O que sucedeu a este indivíduo é algo emblemático e referencial se desejarmos entender o que se encontra por trás de teorias mentirosas, mensalões, Watergates, dentre outros, situações explicitamente hedonistas ao nível mais extremo. E quem sabe também desta forma se possa entender o porquê de tantas proposições pseudocientíficas que buscam reduzir o ser humano a um aglomerado de células funcionantes, todas elas dispostas a fim de constituir um “ser” que trabalha e que consome... e consome.

Fica, portanto, evidente o preço que alguns se dispõem a pagar por sensações efêmeras de afagos egoístas às suas personalidades insaciáveis e por prazeres, estes ainda mais efêmeros ainda, sobretudo nas esferas da sensualidade. E, invariavelmente, esse preço termina por se transfigurar em uma dívida elevada, muitas vezes impagável, com prejuízos para tudo o que diga respeito à paz, tranquilidade e saúde mental (de psiqué = mente; alma; espírito). Mas não é só isso.

Se o ser humano não passa de uma simples máquina biológica, se a mente e o espírito humano não existem, se tudo o que existe é consequência de explosões cósmicas do acaso, então tudo termina com a morte do corpo biológico. Não há vida após a morte, e Deus não existe. E se não há Deus, não há juízo, e se não há juízo, tudo é permitido. E se tudo é permitido, matem-se bebês aos milhões através dos abortos e continue-se a enaltecer ainda mais o comunismo contemporâneo, idealizado por Karl Marx, em cujas teorias, políticas e econômicas, não há lugar para a pessoa de Deus.

Mas seriam, de fato, a maldade, a inveja, a perversidade, a mentira e o mal simples expressões de um suposto funcionamento cerebral adoecido, porém movido única e exclusivamente por ATP e energia bioelétrica? E como lidar com as verdadeiras virtudes humanas, como o exercício da compaixão e da misericórdia, a justiça e a retidão de caráter? E como dar significado à vida se a esperança for reduzida a esta efêmera existência?

Há quem afirme que a ciência não consegue demonstrar a existência de Deus pelo chamado método científico. E não conseguirá nunca! E isto porque assim como o céu está acima das nossas cabeças, Deus está acima da ciência, esta última provida de instrumentos absolutamente precários para uma tarefa tão sublime. Deus é inalcançável pelo método científico. E por ser assim, pela simples observação e percepção da natureza à nossa volta, os mais simples, porém limpos de coração, entendem a existência de Deus. E quem se interessa por conhecê-lo, o faz pela fé, o único modo para se estabelecer o conhecimento do Criador.

O plácido sossego da alma se dá pelo atingimento da paz autêntica e verdadeira, uma preciosidade transcendente e sobremodo apetecível para todos aqueles cujas vidas são motivadas e impulsionadas pelo amor, a ponte e o vínculo da verdadeira paz. E isto não tem preço!

"Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos."

Salmos 19:1

 

Dr Eduardo Adnet 

Médico Psiquiatra

Especialista Titulado Pela Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Psiquiatria.

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