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Pergunte ao Psiquiatra Tire suas Dúvidas sobre Psiquiatria
Dr Eduardo Adnet - Médico Psiquiatra
Especialista Titulado Pela Associação Brasileira de Psiquiatria e Associação Médica Brasileira
Gratos por sua visita! Desde que publicamos esta seção no site, temos recebido diversos emails com diferentes dúvidas e questionamentos sobre Transtornos Psiquiátricos, medicamentos, dentre outros assuntos relacionados com a Psiquiatria. Devido à importância de vários dos temas mencionados por nossos visitantes, gostaríamos de solicitar que, ao final de cada mensagem, a pessoa que nos enviar um email coloque, em baixo na mensagem, a autorização para que publiquemos aqui suas dúvidas. E isto para que outros também possam se beneficiar. Evidentemente, não divulgaremos nem o nome e nem o email do visitante, apenas as perguntas.
LEIA ISTO COM ATENÇÃO ANTES DE ENVIAR SUA PERGUNTA! Por normatização do Conselho Federal de Medicina, Não são Permitidas Consultas Online, mas apenas esclarecimentos de dúvidas de caráter genérico com vistas a utilidades informativas. Para situações que envolvam demasiada especificidade pessoal na pergunta, não há como substituir a consulta com o médico psiquiatra.
As perguntas enviadas são selecionadas para resposta, e somente serão respondidas as perguntas que puderem suscitar respostas para benefício dos visitantes do site no que diz respeito a uma melhor compreensão de assuntos ligados à Psiquiatria.
Devido ao grande volume de emails que recebo, passei a agrupar as
perguntas por assuntos e tópicos, a fim de facilitar a navegação no
site.
Sugiro que primeiramente, Sinto-me honrado e agradecido por sua visita ao nosso site! Leia as Perguntas e Respostas abaixo, e se não encontrar o que busca, envie suas dúvidas clicando aqui
Médico Psiquiatra
Perguntas Relacionadas a Sinais e Sintomas Diversos em Psiquiatria
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| Fala "abebezada" |
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Prezado amigo, "falar à bebê" significa um modo de falar "abebezado", ou seja, "falar como um bebê". Pelo seu relato, provavelmente os profissionais da escola que acompanham seu filho julgaram que pode estar havendo uma incompatibilidade entre a idade de seu filho e seu modo de falar e, senão também, de se expressar por outros modos. Chama a atenção em seu relato o fato por você mencionado de que sua esposa "sempre teve muita dificuldade em brincar com ele" e que você "não tem tempo". Há que se verificar se este comportamento de seu filho é uma resposta à situação na qual ele se encontra inserido, ou se há, de fato, algum comprometimento neuropsiquiátrico que o esteja levando a um modo de se expressar incompatível com a idade. O que lhe poderia dizer é que procure um Psiquiatra especializado em infância e adolescência (Pedopsiquiatria). A Pedopsiquiatria é uma especialidade médica, inserida no território da Psiquiatria, e que avalia e intervém em perturbações afetivas e comportamentais na infância e na adolescência, e tem como um dos principais objetivos que a criança/adolescente retome o seu normal desenvolvimento psicoafetivo que por várias razões poderá estar estagnado ou em retrocesso. Há situações, todavia, onde pode haver um componente neurológico afetando a evolução da criança. Caberá, portanto, ao Pedopsiquiatra avaliar também a eventual necessidade de submeter seu filho a uma avaliação neurológica. |
| Insegurança, Medo e Desmotivação |
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Instabilidade do humor, estados depressivos e apatia são queixas frequentes em Psiquiatria, e podem estar presentes, isoladamente ou em conjunto, em um número significativo de transtornos psiquiátricos distintos. Há, todavia, que se considerar, com atenção, o que significa “desmotivação”. Esta última, podendo ou não significar doença.
Finalizando, não há tratamento cirúrgico para situações clínicas que envolvam quadros psiquiátricos compatíveis com o seu relato. |
| Irritabilidade II |
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Embora já exista uma resposta anterior (nesta mesma página) onde comento sobre a irritabilidade (por isso o título Irritabilidade II), torno ao assunto. A irritabilidade é uma queixa bastante frequente nas consultas psiquiátricas. Há casos onde a irritabilidade é consequência de um transtorno psiquiátrico ou neurológico autêntico (são diversas as situações onde isto pode ocorrer), mas pode também se tratar de uma resposta fisiológica normal, mesmo que sua intensidade possa ser até mesmo exuberante em alguns casos. Além das possibilidades anteriormente citadas, quadros de irritabilidade frequente podem estar associados a conflitos e a inquietações internas (no ambiente intrapsíquico) e podem ser apenas uma dentre diversas outras manifestações clínicas que o paciente pode nem sequer estar percebendo. Incômodos com sons de deglutição, mastigação, odores, volume de voz, dentre outros, podem estar sendo simples fatores desencadeantes de um problema latente ou já francamente manifesto. A avaliação psiquiátrica pode esclarecer a questão. |
| Insônia, Expectativa e Apreensão |
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Uma das funções principais dos médicos é agir, o quanto antes, a fim de aliviar a dor e o sofrimento dos pacientes. Em mais de duas décadas de exercício da minha profissão, nunca jamais me esqueci do lema áureo da medicina: “Curar, se possível, aliviar sempre!”
Diante de um relato como o seu, sinceramente me é difícil compreender essa aparente relutância em lhe aliviarem o sofrimento lançando mão do poderoso arsenal psicofarmacoterapêutico (os medicamentos da psiquiatria) de que hoje dispomos. Ter medo de tudo, uma preocupação angustiante com algo que possa ocorrer com os filhos, transtorno do sono, enfim, são sinais e sintomas os quais, na minha visão, justificam um tratamento que lhe possa aliviar, e, se possível, curar definitivamente. Sem lhe conhecer, não há nada que eu possa lhe indicar, até porque pode haver algo em sua história clínica que possa, aos olhos dos colegas médicos que você procurou, lhes ser motivo para não lhe medicar. Procure não se fixar em nenhuma categoria de medicamentos (antidepressivos, ansiolíticos, estabilizadores do humor, dentre outros) uma vez que os recursos terapêuticos são muitos e muita coisa em psiquiatria não se trata com antidepressivos.
Um detalhe, porém, embora eu não saiba quem são os colegas que lhe atenderam: Por vezes, médicos que não são especialistas em psiquiatria podem sentir-se desconfortáveis ao se moverem em um território que não dominam, o que é compreensivo. Não há, nesse seu caso, como não lhe sugerir que procure um psiquiatra.
Ainda que opte o psiquiatra por um tratamento psicoterapêutico (sem medicamentos), se não houver melhora, há que se atentar para o fato de que muitas publicações de conhecida credibilidade da psiquiatria apontam diversas vantagens na combinação psicofarmacoterapia (medicamentos) associados à psicoterapia (o tratamento sem medicamentos).
É o que posso comentar sobre seu caso dentro das limitações presentes. Que Deus abençoe você e sua família também! |
| Expressão de Sinais e Sintomas e Aparente Negação da Doença. O que Fazer? |
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Prezado amigo, o caso por você relatado é interessante sob o aspecto clínico e importante no que diz respeito aos sentimentos de "imobilidade" diante de um parente psiquiatricamente adoecido. Importante salientar que vivemos debaixo de um corpo de leis que asseguram a autonomia do indivíduo, e isto inclui a situação dos portadores de transtornos mentais.
Seu relato sobre sua mãe
é um relato rico de sinais e de sintomas que sugerem adoecimento.
Todavia, não se pode, simplesmente, obrigar alguém a se tratar, caso
a pessoa não deseje. Salvo onde a própria vida possa ser colocada em
risco, e/ou a vida de terceiros.
Mesmo para determinadas
pessoas portadoras de transtornos mentais algo severos, bucar o
auxílio de um psicólogo seria como que algo mais light, ao
passo que a busca por um psiquiatra pode trazer consigo o temor de
um diagnótico psicopatológico e a consequente necessidade de se
iniciar tratamento com medicação psiquiátrica. Muitos pacientes
possuem uma consciência apenas parcial de seu adoecimento, e algumas
delas temem o confronto com a doença mental. |
| Irritabilidade |
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Não resta a menor dúvida que o ambiente à nossa volta (a violência, o crescimento da miséria no Brasil, o tráfico de drogas, a corrupção escancaradamente praticada por muitos políticos irônicos, impunes e debochados, o desemprego, a disseminação de doenças e de epidemias, as traições, os subornos e a incerteza podem se constituir em fatores francamente desencadeantes ou agravantes de muitos transtornos mentais). Todavia, irritabilidade é um sintoma que pode estar presente em diversos transtornos psiquiátricos, como também pode ser considerada, dependendo do caso, irritabilidade fisiológica (quando a simples presença de episódios de irritação com motivo aparente não justifica um diagnóstico de transtorno psiquiátrico). As modernas medicações em Psiquiatria são altamente eficazes para um grande número de doenças, todavia, em determinadas situações, são apenas parte de um tratamento que poderá envolver outras medidas terapêuticas. Além do que, ainda que se esteja em um tratamento correto, há que se considerar situações onde mudanças do estilo de vida, resolução de problemas de ordem pessoal, mudanças no trabalho, correções de leituras incorretas de percepções pessoais e a identificação de fatores desencadeantes de piora clínica também podem ser de fundamental importância para a melhora ou cura. Existem hoje diversas opções de tratamento para casos onde a irritabilidade seja um sintoma proeminente em um conjunto de sinais e de sintomas que estejam a afligir a pessoa. Em outras palavras, os tratamentos em Psiquiatria não se resumem ao binômio doença e medicamento, mas consistem de um grupo de fatores bem mais amplo a ser considerado na hora da avaliação do paciente e no momento da indicação do tratamento adequado. |
| Dores no Peito |
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As dores no peito (precordialgias/dores torácicas) não se manifestam somente em situações onde haja comprometimento do sistema cardiovascular. Existem diversas situações onde as dores no peito podem estar presentes sem que isto signifique doença cardíaca. Determinadas doenças do estômago, esôfago ou pulmões também podem levar a pessoa a sentir dores no peito. Em Psiquiatria são frequentes as dores no peito relacionadas a estados ansiosos e também a determinados transtornos do humor. Devido à possibilidade de a dor torácica poder estar relacionada a doenças cardíacas potencialmente severas, é correto dar prioridade a uma avaliação cardiológica, embora o ideal seja uma investigação médica ampla e acurada a fim de detectar suas causas precisas. Não infrequentemente, após as causas orgânicas para a dor no peito já terem sido afastadas, pode-se estar diante de manifestações de um transtorno psiquiátrico. |
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