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Tire suas Dúvidas sobre Psiquiatria

 

Dr Eduardo Adnet - Médico Psiquiatra

 

Especialista Titulado Pela Associação Brasileira de Psiquiatria e Associação Médica Brasileira

 

 

Gratos por sua visita!

Desde que publicamos esta seção no site, temos recebido diversos emails com diferentes dúvidas e questionamentos sobre Transtornos Psiquiátricos, medicamentos, dentre outros assuntos relacionados com a Psiquiatria. Devido à importância de vários dos temas mencionados por nossos visitantes, gostaríamos de solicitar que, ao final de cada mensagem, a pessoa que nos enviar um email coloque, em baixo na mensagem, a autorização para que publiquemos aqui suas dúvidas. E isto para que outros também possam se beneficiar. Evidentemente, não divulgaremos nem o nome e nem o email do visitante, apenas as perguntas.

 

LEIA ISTO COM ATENÇÃO ANTES DE ENVIAR SUA PERGUNTA!

 

Por normatização do Conselho Federal de Medicina, Não são Permitidas Consultas Online, mas apenas esclarecimentos de dúvidas de caráter genérico com vistas a utilidades informativas. Para situações que envolvam demasiada especificidade pessoal na pergunta, não há como substituir a consulta com o médico psiquiatra.

 

As perguntas enviadas são selecionadas para resposta, e somente serão respondidas as perguntas que puderem suscitar respostas para benefício dos visitantes do site no que diz respeito a uma melhor compreensão de assuntos ligados à Psiquiatria.

Devido ao grande volume de emails que recebo, passei a agrupar as perguntas por assuntos e tópicos, a fim de facilitar a navegação no site. Sugiro que primeiramente, se faça uma busca no site. Se não encontrar o que deseja, envie suas dúvidas. As perguntas selecionadas serão respondidas.

Sinto-me honrado e agradecido por sua visita ao nosso site!

Leia as Perguntas e Respostas abaixo, e se não encontrar o que busca, envie suas dúvidas clicando aqui

 

Perguntas Relacionadas a Sinais e Sintomas Diversos em Psiquiatria

 

Fala "abebezada"

Doutor, Tenho 45 anos e sou casado. A minha mulher tem 43 anos. Na Escola onde anda o meu filho com 4 anos disseram-me que ele ainda fala à bebé apesar de tudo o resto estar bem. Gostaria que me explicasse se faz favor o que significa isso de falar à bebé e se é algum problema grave. De manhã é sempre uma chatice porque o miúdo começa a chorar quando o deixamos na Escola e desde o primeiro ano de vida recusa aceitar a alimentação que lhe damos. A minha mulher sempre teve muita dificuldade em brincar com ele e eu não tenho tempo. Não sabemos o que havemos de fazer e não conseguimos interpretar o comportamento do nosso menino. Peço-lhe por favor ajuda. Muitíssimo obrigada. (Porto - Portugal)

 

Prezado amigo, "falar à bebê" significa um modo de falar "abebezado", ou seja, "falar como um bebê". Pelo seu relato, provavelmente os profissionais da escola que acompanham seu filho julgaram que pode estar havendo uma incompatibilidade entre a idade de seu filho e seu modo de falar e, senão também, de se expressar por outros modos. Chama a atenção em seu relato o fato por você mencionado de que sua esposa "sempre teve muita dificuldade em brincar com ele" e que você "não tem tempo". Há que se verificar se este comportamento de seu filho é uma resposta à situação na qual ele se encontra inserido, ou se há, de fato, algum comprometimento neuropsiquiátrico que o esteja levando a um modo de se expressar incompatível com a idade. O que lhe poderia dizer é que procure um Psiquiatra especializado em infância e adolescência (Pedopsiquiatria). A Pedopsiquiatria é uma especialidade médica, inserida no território da Psiquiatria, e que avalia e intervém em perturbações afetivas e comportamentais na infância e na adolescência, e tem como um dos principais objetivos que a criança/adolescente retome o seu normal desenvolvimento psicoafetivo que por várias razões poderá estar estagnado ou em retrocesso. Há situações, todavia, onde pode haver um componente neurológico afetando a evolução da criança. Caberá, portanto, ao Pedopsiquiatra avaliar também a eventual necessidade de submeter seu filho a uma avaliação neurológica.

 
Insegurança, Medo e Desmotivação

Faço tratmento para TOC com medicamentos há mais de 10 anos. Passo por momentos estáveis, mas ultimamente não tenho tido melhora alguma com os remédios(Fluoxetina 20 mg,Risperidon 1 mg) e ainda faço tratamento psicológico com uma psicóloga.) Nada tem feito mais efeito, fico transtornado, apático, depressivo, não tenho vontade de fazer nada, sinto um medo terrível de tudo, sou totalmente dependente em minhas ações. O que devo fazer? Existe tratamento cirúrgico para isto? Onde? Aguardo ansioso sua resposta. Grato. (Minas Gerais)

Instabilidade do humor, estados depressivos e apatia são queixas frequentes em Psiquiatria, e podem estar presentes, isoladamente ou em conjunto, em um número significativo de transtornos psiquiátricos distintos. Há, todavia, que se considerar, com atenção, o que significa “desmotivação”. Esta última, podendo ou não significar doença.


A ausência de uma sólida percepção do papel que cada indivíduo possui na inserção da realidade da existência pode ser um fator agravante para o desencadeamento de sintomas psicopatológicos, bem como pode ser a sua própria causa.
É certo, bem sabido e conhecido, que os medicamentos em Psiquiatria podem melhorar, e em muito, estados de desmotivação associados a um transtorno psiquiátrico real. Porém, caso a raiz do problema se encontre em meio às situações de “vazio existencial”, nesses casos os medicamentos podem vir a ser até mesmo inúteis. Há casos em que uma desmedida expectativa em relação a tratamentos medicamentosos e até mesmo cirúrgicos podem redundar em um desfecho frustrante.


Estados de inseguranças e de medos devem ter suas causas bem investigadas e bem definidas pelos profissionais que trabalham em saúde mental, sobretudo psiquiatras e psicólogos. Em contrapartida, é importante que os pacientes adotem um papel ativo em seus tratamentos, inquirindo por si próprios o significado de existir, salvo em casos de transtornos psiquiátricos severos o suficiente a ponto de poderem tornar esta tarefa algo sobremodo difícil ou até mesmo impossível. É o caso, por exemplo, de determinados casos de Esquizofrenia ou de Retardo Mental, dentre alguns outros transtornos severos.

 

Finalizando, não há tratamento cirúrgico para situações clínicas que envolvam quadros psiquiátricos compatíveis com o seu relato.

 
Irritabilidade II

Boa tarde, Gostaria de saber sua opinião a respeito de um problema que tenho desde criança. Eu não suporto ouvir pessoas fazendo barulho com a boca. Por ex. barulho ao comer, mascar chicletes, etc. Antes brigavam comigo achando que era implicancia com meus irmaos, coisa de criança. Mas com o passar dos anos sinto que nao consigo controlar a irritacao, e atrapalha muito minha vida. Eu tento nao prestar atencao, mas nao consigo. No local de trabalho, viagens, almocos em familia. As pessoas nao entendem e ficam bravas comigo. Eu gostaria de saber se é um problema mesmo, se tem tratamento, e se sou meio maluca.Obrigada, (Paraná)

 

Embora já exista uma resposta anterior (nesta mesma página) onde comento sobre a irritabilidade (por isso o título Irritabilidade II), torno ao assunto.

A irritabilidade é uma queixa bastante frequente nas consultas psiquiátricas. Há casos onde a irritabilidade é consequência de um transtorno psiquiátrico ou neurológico autêntico (são diversas as situações onde isto pode ocorrer), mas pode também se tratar de uma resposta fisiológica normal, mesmo que sua intensidade possa ser até mesmo exuberante em alguns casos. Além das possibilidades anteriormente citadas, quadros de irritabilidade frequente podem estar associados a conflitos e a inquietações internas (no ambiente intrapsíquico) e podem ser apenas uma dentre diversas outras manifestações clínicas que o paciente pode nem sequer estar percebendo. Incômodos com sons de deglutição, mastigação, odores, volume de voz, dentre outros, podem estar sendo simples fatores desencadeantes de um problema latente ou já francamente manifesto. A avaliação psiquiátrica pode esclarecer a questão.

 
Insônia, Expectativa e Apreensão

olha doutor ha 15 anos perdir minha mae e avó no mesmo dia,,depois disso minha vida se transformou ,,tenho medo de tudo,nao deixo meus filhos irem a canto algum sem m89m!!se o telefone toca quando eles estao no colegio só falto morrer achando que é alguma nocia ruim,,marco medico mais eles nao querem me passar um ante depressivo,,acordo umas 5 vezes na noite,,tenho insonia,,e sou muito nervosa,,tudo me stressa,fico me tremendo quando tomo susto,,em fim me ajuda por favor,,,um imenso abraço e desde já obrigada!! Deus abençõe vc e toda sua familia!!!

 

Uma das funções principais dos médicos é agir, o quanto antes, a fim de aliviar a dor e o sofrimento dos pacientes. Em mais de duas décadas de exercício da minha profissão, nunca jamais me esqueci do lema áureo da medicina: “Curar, se possível, aliviar sempre!”

 

Diante de um relato como o seu, sinceramente me é difícil compreender essa aparente relutância em lhe aliviarem o sofrimento lançando mão do poderoso arsenal psicofarmacoterapêutico (os medicamentos da psiquiatria) de que hoje dispomos. Ter medo de tudo, uma preocupação angustiante com algo que possa ocorrer com os filhos, transtorno do sono, enfim, são sinais e sintomas os quais, na minha visão, justificam um tratamento que lhe possa aliviar, e, se possível, curar definitivamente. Sem lhe conhecer, não há nada que eu possa lhe indicar, até porque pode haver algo em sua história clínica que possa, aos olhos dos colegas médicos que você procurou, lhes ser motivo para não lhe medicar. Procure não se fixar em nenhuma categoria de medicamentos (antidepressivos, ansiolíticos, estabilizadores do humor, dentre outros) uma vez que os recursos terapêuticos são muitos e muita coisa em psiquiatria não se trata com antidepressivos.

 

Um detalhe, porém, embora eu não saiba quem são os colegas que lhe atenderam: Por vezes, médicos que não são especialistas em psiquiatria podem sentir-se desconfortáveis ao se moverem em um território que não dominam, o que é compreensivo. Não há, nesse seu caso, como não lhe sugerir que procure um psiquiatra.

 

Ainda que opte o psiquiatra por um tratamento psicoterapêutico (sem medicamentos), se não houver melhora, há que se atentar para o fato de que muitas publicações de conhecida credibilidade da psiquiatria apontam diversas vantagens na combinação psicofarmacoterapia (medicamentos) associados à psicoterapia (o tratamento sem medicamentos).

 

É o que posso comentar sobre seu caso dentro das limitações presentes.

Que Deus abençoe você e sua família também!

 

 
Expressão de Sinais e Sintomas e Aparente Negação da Doença. O que Fazer?

Olá Doutor, Meus parabéns pelo site! Uma situação bem delicada vem acontecendo em minha casa. Minha mãe, de uns dois anos para cá, vem apresentando diversos sintomas de algum distúrbio mental, o que inclusive contribuiu fortemente para o de um relacionamento casamento de mais de 25 anos. Grosseiramente falando, os principais sintomas percebidos por nós são: irritabilidade excessiva sem motivo aparente; agitação; decisões de risco, como chegar frequentemente muito atrasada nos locais por \"prazer\", inclusive assumindo que sente necessidade; invensão de determinados acontecimentos, sendo que em alguns casos não há mais como convencer que está equivocada. Quando aos momentos depressivos, é fácil destacar mudanças nos hábitos de sono, incapacidade de concentração, preguiça em excesso, etc.. Bom, o que mais incomoda, é que grande parte dos excessos são cometidos em casa, o que está tornando a convivência insuportável. Não se pode nem tocar no assunto de psiquiatra que gera extrema irritação, e ela vem se tratando com o mesmo psicólogo há anos, sem sucesso. Gostaria de saber se há uma boa forma de convencer ela a se tratar, ou se não, se seria ético eu marcar uma consulta para conhecer o psicólogo dela, ou quem sabe eu mesmo ir a um psiquiatra... O que o senhor recomendaria? Lembrando que simples conversas estão desencadeanto ataques de raiva violentos..

 

Prezado amigo, o caso por você relatado é interessante sob o aspecto clínico e importante no que diz respeito aos sentimentos de "imobilidade" diante de um parente psiquiatricamente adoecido. Importante salientar que vivemos debaixo de um corpo de leis que asseguram a autonomia do indivíduo, e isto inclui a situação dos portadores de transtornos mentais.

Seu relato sobre sua mãe é um relato rico de sinais e de sintomas que sugerem adoecimento. Todavia, não se pode, simplesmente, obrigar alguém a se tratar, caso a pessoa não deseje. Salvo onde a própria vida possa ser colocada em risco, e/ou a vida de terceiros.
Recentemente, um rapaz da sua idade me procurou no consultório relatando que sua mãe, todas as noites, cobria as janelas, as portas e todos os locais por onde pudesse penetrar luz. Ela colocava almofadas, travesseiros e até a tábua de passar roupas a fim de evitar a luz da manhã. Segundo dizia (a paciente), caso a luz penetrasse casa adentro, a luz acionaria mecanismos eletrônicos em seu cérebro e chips internos, os quais lhe traziam confusões à cabeça. Durante o dia, essa senhora se comportava normalmente, falava com desenvoltura com as pessoas à volta, trabalhava e não acreditava, de modo nenhum, estar doente. Seu filho (o que me procurou) relatou já não mais suportar aquele quadro e me solicitou orientações de como proceder.
O que fiz foi combinar uma visita a domicílio a fim de que eu pudesse avaliar sua mãe. Nada de constrangimentos, imposições ou violações dos direitos legais da paciente, pois é justamente nessas horas que a família se apresenta como a principal e mais importante cuidadora de um familiar adoecido.

Mesmo para determinadas pessoas portadoras de transtornos mentais algo severos, bucar o auxílio de um psicólogo seria como que algo mais light, ao passo que a busca por um psiquiatra pode trazer consigo o temor de um diagnótico psicopatológico e a consequente necessidade de se iniciar tratamento com medicação psiquiátrica. Muitos pacientes possuem uma consciência apenas parcial de seu adoecimento, e algumas delas temem o confronto com a doença mental.
Embora o caso relatado acima seja bastante diferente do seu relato, penso que procurar um psiquiatra e conversar com ele sobre o que está se passando é a melhor medida a tomar em situações como estas.

 
Irritabilidade

Me consultei com alguns medicos e eles me disseram que tenho sindrome do panico comeceia tomar calmantes não sinto mais tantas crises mas eu me irrito facilmente tudo me deixa irritada nervosa as vezes só deouvir a voz de determinada pessoa eu fico extremamente irritada perco a paciencia facilmente,agora estou com medo de ir trabalhar não só com medo mas com raiva muita raiva de algumas pessoas que trabalham comigo, eu trabalho em uma farmacia no perioda da noite das 23h as 7h da manhã, ja passei por uns dez assaltos a mão armada e cada vez os assaltantes estão mais violentos meu gerente chega de manhã e a unica coisa que ele fala é \"normal,isso acontece mesmo\" claro não é ele que esta sendo humilhado e roubado, pq os assaltantes estão levando ate nossos objetos pessoais,eu sinto tanta raiva eu me controlo mas eu chego em casa e choro muito,mas o fato é que eu tenho que continuar trabalhando mas eu não sei como lidar com essa raiva que me consome,sinto raiva e irritação com todos ao meu redor, familia, amigos, colegas de trabalho, clientes da loja,eu começo a chorar a tremer mesmo de raiva, algumas pessoas falam que é apenas um ataque estérico, eu não sei exatamente oq é isso e o que eu devo fazer eu só sei que eu sinto as pessoas cada vez mais longes de mim me achando a pessoas mais imsuportavel do mundo.

Não resta a menor dúvida que o ambiente à nossa volta (a violência, o crescimento da miséria no Brasil, o tráfico de drogas, a corrupção escancaradamente praticada por muitos políticos irônicos, impunes e debochados, o desemprego, a disseminação de doenças e de epidemias, as traições, os subornos e a incerteza podem se constituir em fatores francamente desencadeantes ou agravantes de muitos transtornos mentais).  Todavia, irritabilidade é um sintoma que pode estar presente em diversos transtornos psiquiátricos, como também pode ser considerada, dependendo do caso, irritabilidade fisiológica (quando a simples presença de episódios de irritação com motivo aparente não justifica um diagnóstico de transtorno psiquiátrico).  As modernas medicações em Psiquiatria são altamente eficazes para um grande número de doenças, todavia, em determinadas situações, são apenas parte de um tratamento que poderá envolver outras medidas terapêuticas. Além do que, ainda que se esteja em um tratamento correto, há que se considerar situações onde mudanças do estilo de vida, resolução de problemas de ordem pessoal, mudanças no trabalho, correções de leituras incorretas de percepções pessoais e a identificação de fatores desencadeantes de piora clínica também podem ser de fundamental importância para a melhora ou cura. Existem hoje diversas opções de tratamento para casos onde a irritabilidade seja um sintoma proeminente em um conjunto de sinais e de sintomas que estejam a afligir a pessoa. Em outras palavras, os tratamentos em Psiquiatria não se resumem ao binômio doença e medicamento, mas consistem de um grupo de fatores bem mais amplo a ser considerado na hora da avaliação do paciente e no momento da indicação do tratamento adequado.

 
Dores no Peito

Gostaria de uma explicação que me tranquilize nos momentos de uma crise. Já fiz todos os exames cardiologicos e todos foram normais, porque sinto dores e pontadas no peito se não tenho nada cardiaco? desde já agradeço.

As dores no peito (precordialgias/dores torácicas) não se manifestam somente em situações onde haja comprometimento do sistema cardiovascular. Existem diversas situações onde as dores no peito podem estar presentes sem que isto signifique doença cardíaca. Determinadas doenças do estômago, esôfago ou pulmões também podem levar a pessoa a sentir dores no peito. Em Psiquiatria são frequentes as dores no peito relacionadas a estados ansiosos e também a determinados transtornos do humor. Devido à possibilidade de a dor torácica poder estar relacionada a doenças cardíacas potencialmente severas, é correto dar prioridade a uma avaliação cardiológica, embora o ideal seja uma investigação médica ampla e acurada a fim de detectar suas causas precisas. Não infrequentemente, após as causas orgânicas para a dor no peito já terem sido afastadas, pode-se estar diante de manifestações de um transtorno psiquiátrico.

 

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