Estatísticas sobre a AIDS. Uma Epidemia Global absolutamente fora de Controle!

Estatísticas Recentes

 

A CADA 6.5 SEGUNDOS UMA PESSOA CONTRAI O VÍRUS DO HIV. A CADA 10 SEGUNDOS UMA PESSOA MORRE EM CONSEQUÊNCIA DA AIDS.

 

- A AIDS/HIV é a doença infecto-contagiosa que mais mata em todo o mundo (Organização Mundial de Saúde)

- Desde o início da Epidemia, mais de 80 milhões de pessoas já contraíram o vírus HIV e mais de 40 milhões já morreram em consequência da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA/AIDS).

Para se ter uma idéia do que este número significa, 80 milhões de pessoas é o equivalente a toda a população da Alemanha, e mais do que toda a população da França, Turquia ou do Reino Unido.

- Estima-se que mais de 40 milhões de pessoas hoje sejam portadoras do vírus da AIDS (HIV).

40 milhões de pessoas equivale a: população do Canadá, de todo o Iraque, e é um número maior do que as populações de vários países, tais como: Marrocos, Peru, Venezuela, Austrália, Coréia do Norte, Angola e Suécia, para citar alguns.

- 3.3 milhões de infectados pelo HIV se encontram na faixa etária inferior aos 15 anos de idade.

- Somente em 2012, estima-se que mais de 2.3 milhões de pessoas contraíram o HIV.

- A cada dia, cerca de 6.300 pessoas contraem o vírus HIV, aproximadamente 262 novos casos de contaminação a cada hora.

- Em 2012, 1.6 milhões de pessoas morrem em decorrência da AIDS. 210.000 delas, com idades inferiores aos 15 anos.

Aids: assim pega, assim não pega!

Assim pega:

- Sexo na vagina sem camisinha
- Sexo oral sem camisinha
- Sexo anal sem camisinha
- Uso de seringa por mais de uma pessoa
- Transfusão de sangue contaminado
- Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação.
- Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados

Assim não pega:

- Sexo desde que se use corretamente a - Camisinha (linkar com a Dica Camisinha Funciona)
- Masturbação a dois
- Beijo no rosto ou na boca
- Suor e lágrima
-Picada de inseto
- Aperto de mão ou abraço
- Sabonete/toalha/lençóis
- Talheres/copos
- Assento de ônibus
- Piscina
- Banheiro
- Doação de sangue
- Pelo ar

Dúvidas freqüentes:

A prática da masturbação com parceiro eventual implica risco de contágio pelo HIV?

Não havendo troca de sangue, sêmen ou secreção, a prática da masturbação a dois não implica qualquer risco de infecção pelo HIV.

Qual o risco de contágio com objetos cortantes como aparelhos de barbear, brincos, alicates e piercings?

Atualmente, a maioria dos aparelhos pérfuro-cortantes fabricados, como seringas, máquinas de tatuar, aparelhos para colocar brincos ou piercings, são feitos com materiais descartáveis, que não podem ser usados mais de uma vez. Em caso de dúvida, sugerimos perguntar no local sobre os materiais utilizados. O risco de contaminação no contato do sangue com a pele e mucosa oral é menor do que a exposição percutânea (injeção), porque há maior quantidade de células-alvo suscetíveis à infecção pelo HIV na corrente sanguínea. Além disso, na pele e na mucosa oral existem barreiras imunológicas e não-imunológicas que conferem um determinado grau de proteção, uma vez que estes lugares estão em permanente contato com o meio externo e com microorganismos.

Mesmo com a ausência de ejaculação durante o ato sexual é possível ser infectado pelo HIV?

Apesar de o vírus da Aids estar mais presente no esperma, essa não é a única forma do vírus ser transmitido em uma relação sexual. Há, também, a possibilidade de infecção pela secreção expelida antes da ejaculação ou pela secreção da vagina, por exemplo. Os fatores que aumentam o risco de transmissão do HIV, nesses casos, são: imunodeficiência avançada, relação anal receptiva, relação sexual durante a menstruação e presença de outras doenças sexualmente transmissíveis como cancro mole, sífilis e herpes genital.

O beijo, no caso de um dos parceiros ter feridas ou fissuras na boca, é uma via de contágio?

Segundo estudos, não há evidências de transmissão do HIV pelo beijo. Para que houvesse possibilidade de transmissão, seria necessário que houvesse uma lesão grave de gengiva e sangramento na boca. O HIV pode ser encontrado na saliva, porém as substâncias encontradas nela são capazes de neutralizá-lo. Práticas como beijar na boca, fumar o mesmo cigarro, tomar água no mesmo copo, não oferecem riscos.

A prática do sexo oral sem proteção implica risco de infecção pelo HIV?

Se comparado a outras formas de contágio (sexo vaginal, sexo anal e compartilhamento de seringas, por exemplo), o risco relacionado ao sexo oral é baixo. Contudo, oferece riscos maiores para quem pratica (ou seja, o parceiro ativo), dependendo fundamentalmente da carga viral (quantidade do vírus no sangue) do indivíduo infectado e se há presença de ferimentos na boca de quem pratica (gengivites, aftas, machucados causados pela escova de dente). Caso não haja nenhum ferimento na boca, o risco de contágio é menor. Isto se explica, talvez, pela acidez do estômago, que pode tornar o vírus inativo, quando deglutido. No entanto, na prática de sexo oral desprotegido, há o risco de se contrair herpes, uretrite, hepatite B, ou HPV, independente da sorologia do parceiro.

 

Grupos de Maior Risco de contrair o HIV/AIDS

 

- Homossexuais Masculinos

- Trabalhadores do Sexo (prostituição)

- Usuários de drogas injetáveis

(AVERT - International HIV and AIDS charity, United Kindom)
 

A AIDS no Brasil

 

- Embora a maioria dos brasileiros HIV-positivos sejam infectados através de relações heterossexuais, homens que fazem sexo com homens (HSH) ainda enfrentam um risco proporcionalmente maior. A estimativa de que homens que fazem sexo com homens (HSH) dá conta de que chega a ser 11 vezes maior a probabilidade de serem infectadas com o HIV do que os heterossexuais.
(AVERT - Global Epidemic - Latin America -Brazil)

 

Em relação aos grupos populacionais com mais de 18 anos de idade em situação de maior vulnerabilidade, estudos realizados em dez municípios brasileiros, entre 2008 e 2009, estimaram taxas de prevalência de HIV de 5,9% entre usuários de drogas (UD), de 10,5% entre homens que fazem sexo com homens (HSH) e de 4,9% entre mulheres profissionais do sexo. Entre homens na faixa etária de 15 a 24 anos, houve aumento proporcional da categoria de exposição entre homens que fazem sexo com homens (HSH), passando de 25,2%, em 1990, para 46,4%, em 2010.

(Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde)

 

Acompanhando-se a tendência observada na pesquisa dos conscritos, jovens do sexo masculino de 17 a 22 anos de idade, a prevalência na população homens que fazem sexo com homens (HSH) também aumentou, passando de 0,56% para 1,2%, praticamente o dobro, entre 2002 e 2007. Nas mulheres de faixa etária semelhante (15 a 24 anos de idade), segundo o estudo-sentinela de parturientes, a prevalência se manteve constante, em torno de 0,24%.
Os dados epidemiológicos mostram que, na série histórica de 1980 a junho de 2011, há aumento de casos em homossexuais masculinos de 15 a 24 anos nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. As regiões Norte e Nordeste não apresentam diferenças significativas no tocante à referida população.

(Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde)

 

- Um estudo de 2009 constatou que embora 90 por cento dos trabalhadores do sexo tenham relatado o uso do preservativo com o último cliente, apenas 55 por cento relataram usar preservativo com todos os seus clientes. (UNGASS (2012, June) 'Brazil UNGASS Country Progress Report')

 

- Um estudo de 2009 revelou que a reutilização de seringas não esterilizadas ainda é alta no Brasil, com apenas 54 por cento de relatos de usuários de drogas injetáveis utilizando equipamentos esterilizados na última vez que injetaram drogas em si próprios. (UNGASS (2012, June) 'Brazil UNGASS Country Progress Report')


Fontes:

- The Foundation for AIDS Research
- Ministério da Saúde. Programa Nacional de DST e Aids

- Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde

- Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde

- AVERT - International HIV and AIDS charity, United Kindom

- UNAIDS (the United Nations Joint Programme on HIV/AIDS)

- UNAIDS, 2012 Progress reports submitted by countries

- WHO (2013, June) 'Global update on HIV treatment 2013: Results, Impact and Opportunities'

- Szwarcwald CL. HIV-related risky prectices among Brazilian Young men, realized in 2007. Cadernos de Saúde Pública, 2011, 27: 19-26. Suplemento 1

- Organização Mundial de Saúde

 

Médico Psiquiatra e Nutrólogo

 

 

 

© Copyright Eduardo Adnet - 2015 - Todos os Direitos Reservados

 

Home