A Realidade da Medicina Cubana

 - Dr Eduardo Adnet - Médico

 

 

"Fala a favor daqueles que não podem se defender. Proteja os direitos de todos os desamparados."

Provérbios da Bíblia. 31:8

 

 

Os "Mais Médicos" Cubanos

 

Pelo conteúdo regulamentar do Conselho Federal de Medicina e dos Conselhos Regionais de Medicina, não poderiam essas pessoas ser chamadas de médicos, a não ser que cumprissem com as exigências do CFM e dos CRMs a fim de poderem, primeiramente com seus diplomas comprovadamente revalidados, e posteriormente, devidamente registrados nos Conselhos Regionais de Medicina dos Estados, aí então sim, poderiam ser chamados de médicos. Sem adentrar nos detalhes das manobras utilizadas pelo Governo Comunista do Partido dos Trabalhadores para introduzir no Brasil os "mais médicos" produzidos em série pela ditadura Marxista cubana, avanço a fim de trazer à luz uma breve amostra da realidade do que é a medicina cubana, como são formados esses indivíduos, e como outros países têm tratado a indústria cubana de "médicos".

 

Acredito que para a maior parte da população esclarecida, não é nenhuma novidade o que está acontecendo em nosso país. A cada dia que passa, mais cubanos chegam ao Brasil sendo quase que "instantaneamente" classificados como "médicos". Isso nunca foi assim, exceto agora, neste momento quando um específico grupo de indivíduos, muito bem patrocinados e treinados, fazem de tudo para transformar o Brasil em uma nação Comunista. E isto está se refletindo, de modo grave, na saúde dos brasileiros.


Fabricando Médicos em Série

Logo a princípio, não é fácil digerirmos a realidade do fato de que uma ilha imersa em grande miséria, pobreza e desgraça, com a pior conexão de internet do mundo, completamente aleijada do que há de, pelo menos, recente em termos de tecnologia moderna e atual, e com uma população de cerca de 12 milhões de habitantes, possa formar adequadamente mais de 10 mil médicos por períodos sequencias de graduação em curtíssimos espaços de tempo. (1)

Existe uma série de considerações técnicas que buscam recomendar o número adequado de médicos por habitante em um país ou região. Embora não desconheça estas recomendações e suas estatísticas, não entrarei agora nesta abordagem, o que tornaria este artigo um tanto enfadonho e cansativo para o leitor. De qualquer modo, e por todos os lados, o número de médicos graduados em Cuba é excêntrico, absolutamente desproporcional e temeroso. A média no país é de um médico para cada grupo de 183 habitantes.
Em 2012, havia mais de 38.000 "médicos" cubanos enviados pela ditadura cubana para 66 países. Para se ter uma idéia do que isto significa, este número supera o total de médicos trabalhando em países estrangeiros, oriundos de todas as nações pertencentes ao G8, somadas. Em 2012, os 38.868 "médicos" cubanos representavam apenas 22 por cento dos médicos formados em Cuba. (1)
Estima-se que até a presente data, o regime comunista dos Castro já alugou mais de 135.000 profissionais de saúde para cerca de 70 países. Logo adiante veremos como essa indústria de "médicos" em série funciona.

Sempre que o assunto vem à baila, a primeira argumentação dos simpatizantes dos "mais médicos" é que os cubanos "médicos" seriam indivíduos, todos eles, dotados de veemente atitude humanitária, indivíduos desprovidos de interesses pessoais, altruístas, nada materialistas, emissários vestidos com ternas virtudes humanitárias e sempre dedicados ao atendimento dos mais pobres. Aqui a contradição e a hipocrisia são exuberantes! Os "médicos" cubanos são oriundos da Sociedade Mercantil Cubana - Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, uma indústria mercantilista de mão de obra médica que, já em sua origem, contradiz tudo o que possa dizer respeito a não mercantilização da medicina. A exportação de médicos rende a Cuba 5 bilhões de dólares por ano e que chegam às mãos do ditador Raúl Castro, e é responsável por uma grande fatia do PIB da ilha-prisão do Caribe. E os "médicos" cubanos sabem disso! Sabem que desde a sua origem, a ditadura de Cuba, não há nada de humanitário na indústria cubana de médicos.
 

"De acordo com as estatísticas oficiais, a comercialização de serviços médicos é a principal fonte de divisas para a economia cubana." (2014, Cuba Contemporánea) (14)


Não infrequentemente, a argumentação seguinte seria a de que em Cuba há muitos médicos, pois Fidel Castro considerava a saúde um bem inegociável e que ele próprio se encarregava de suprir através de sua política de saúde para a ilha-cárcere. Esta argumentação além de absurda, soa como uma piada de humor negro, pois como esperar que um homicida que no curto período de três meses, logo após tomar o poder, em abril de 1959, mandou à morte mais de mil pessoas, incluindo adolescentes? Em 1975, Fidel Castro já havia mandado matar cerca de 10 mil cubanos e Cuba já detinha o recorde de maior quantidade de prisioneiros políticos em porcentagem da população, ultrapassando a Alemanha Nazista pré-guerra. O total de mortos pelo carniceiro cubano Fidel Castro ultrapassa 105.000 pessoas. (2)


A ELAM - Escuela Latinoamericana de Medicina

A Escola Latino-Americana de Medicina de Cuba (ELAM), e cujo lema oficial é: "Forjando un Ejército de Batas Blancas", foi inaugurada pelo ditador Fidel Castro em 1998, logo após dois grandes furacões, chamados de George e Mitch, terem atingido o Caribe e regiões da América Central. Médicos precariamente formados na escola de Castro, tendo recebido um treinamento voltado para atuação em regiões atingidas por catástrofes, começaram a ser enviados para prestar auxílio em países atingidos por furacões, terremotos e enchentes. De início, cerca de 1.000 médicos foram enviados por Castro para diversas comunidades afetadas. Não demorou muito (se é que essa não tenha sido a intenção original do ditador) até que a ditadura Castro percebesse a oportunidade de criar um grande negócio em torno da exploração de regiões atingidas por catástrofes, e passou a ampliar o seu "Ejército de Batas Blancas", o que viria a se transformar no que hoje se chama: Sociedade Mercantil Cubana - Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, um negócio multibilionário e que se encontra a pleno vapor.

Embora o negócio multibilionário da ditadura comunista cubana tenha uma certa originalidade, a história dessa categoria de profissionais de saúde não começou em Cuba, mas na real patrocinadora da ditadura castrista; a coisa toda começou na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A seguir citarei alguns excertos do artigo "Mais Médicos - versão cubano-brasileira dos Feldsher soviéticos", de autoria do colega médico perito, Francisco Cardoso, publicado no website do Conselho Federal de Medicina. O artigo nos auxiliará a compreender a evolução desse sinistro enredo comunista da mercantilização de médicos por parte da ditadura marxista cubana.

"Na antiga União Soviética (URSS) existia uma figura no serviço público de saúde denominada "Feldsher", ou Feldscher em alemão, cujo significado literal era "aparador do campo". Os Feldsher soviéticos eram profissionais da saúde, formados em "saúde básica", que intermediavam o acesso do povo à medicina oficial, em especial nas áreas remotas, rurais e periferias soviéticas, sendo uma espécie de práticos de saúde, ou paramédicos como são chamados hoje em dia, e exerciam cuidados básicos em clínica, obstetrícia e cirurgia às populações dessas regiões.
Sua inspiração e nome derivavam dos Feldscher alemães que surgiram no século XV como operadores de saúde (cirurgiões barbeiros) e com o tempo se espalharam ao longo do que foi o império prussiano e territórios eslavos, compondo a linha de frente também nas forças militares, sendo uma espécie de força militar médica nesses exércitos eslavos e saxões. Em vários países foram adotados como profissionais da linha de frente, atuando sempre nos cuidados básicos e em alguns casos chegando a se especializar em alguma prática específica, como optometria, dentista e otorrinolaringologia. Na Rússia começaram a se popularizar a partir do século XVIII." (4)

"O sistema cubano de ensino médico reproduziu, a partir do encampamento da Revolução Cubana pela URSS em 1961, esse sistema de formação em saúde. Os médicos cubanos, de verdade, ficam lá em Cuba, em sua maioria. O que Cuba "fabrica" aos milhares, todos os anos, com projetos como a ELAM e demais faculdades, em cursos de 4 anos, não são nada além da versão cubana dos "Feldsher" soviéticos. São paramédicos treinados para atuar em linha de guerra, campos remotos e áreas desprovidas em geral. A diferença é que Cuba "chama" esses Feldsher de "médicos", inflando artificialmente a sua população de médicos. Com essa jogada, Cuba possui um dos maiores índices de médicos por habitante do planeta. E isso permitiu outra coisa ao regime cubano: Usar esses Feldsher como agentes de propaganda de sua revolução e seus interesses não apenas dentro, mas fora de seu território. Ao longo de décadas o regime cubano vem fazendo uso do empréstimo de mão-de-obra técnica, paramédica, porém "vendida" como médica, para centenas de países a um custo bilionário que fica todo com o regime cubano. Literalmente, como na URSS, os Feldsher são "servos do povo" (no caso, leia-se "povo" como Partido Comunista de Cuba)." (Francisco Cardoso, Mais Médicos - versão cubano-brasileira dos Feldsher soviéticos. Artigo publicado no site do Conselho Federal de Medicina). (4)
 

 

"Na verdade, Castro está usando seu programa ELAM para doutrinar estudantes americanos pobres, de baixa renda, em sua visão perversa de mundo comunista. Mesmo que a ditadura sustente que nenhuma doutrinação política explícita esteja ocorrendo, apenas fornecer a estes estudantes estrangeiros ensino gratuito enquanto encobrem os abusos contra os direitos civis e humanos flagrantes acontecendo ao redor deles pinta um quadro totalmente falso deste regime bastardo, isso já é mais que doutrinação." (Reaganista.com. Escola de medicina de Castro usada como ferramenta de doutrinação dentro e fora de Cuba). (19)

Imagem ao lado: Bandeira com os dizeres: "ELAM, exército de batas brancas marchando para o Socialismo."

 


"Não trabalhamos preocupados com dinheiro, só pensamos em prestar um atendimento humano aos Brasileiros pobres e carentes"

Foi assim que se saiu na resposta uma médica recém-chegada de Cuba para o Programa "Mais Médicos" do Governo Marxista do Partido dos Trabalhadores (PT).
Esse tipo de discurso nada mais é do que a expressão da ideologia marxista incutida sistematicamente na mente dos cubanos, onde ser próspero financeiramente soa como pecado e o Capitalismo é um monstro de muitas cabeças. Esqueceu-se a cubana de mencionar que a tal Sociedade Mercantil Cubana - Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos (que literalmente aluga médicos ao Brasil), quando os "médicos" cubanos ainda eram cerca de 6.000 aportados no país, o custo do investimento em Cuba já custava R$ 545,760 milhões de Reais por ano ao cofres do Governo, ora comandado pelo PT, amigos de Cuba. (6) Para 2014, o orçamento do Programa Mais Médicos tem R$ 1,9 bilhão de Reais. (22) Realmente, trata-se de algo de profundo sentimento humanitário e de desprendimento material! Chega a ser repugnante a hipocrisia!

Fidel Castro manteve firme seu objetivo de formar seu "Ejército de Batas Blancas" em série e em grande número, porém havia um problema: Como aumentar o número de "médicos" cubanos para o seu negócio com uma população já inflada de "médicos" da própria ilha, os quais mesmo sendo milhares não poderiam atender às demandas de Castro para suas exportações dos "trabalhadores da saúde cubanos". A solução veio na década de 1990, através da abertura da sua Escuela Latinoamericana de Medicina (ELAM) para o ingresso de estrangeiros, a grande maioria oriunda de pequenos países do Caribe, e também de outras nações extremamente pobres da América Central, de mais de 50 regiões da África, da Ásia e também da América do Sul. O apelo do ditador cruzou os mares, trazendo para Cuba multidões de pessoas que sonhavam ser médicos, muitas delas com formação secundária altamente precária, fazendo-os ingressar na ELAM por critérios que só a ditadura cubana conhece. Dentre outros dados espantosos sobre o ensino médico de Cuba, um deles diz respeito à não obrigatoriedade de se falar Espanhol fluente, sendo que o curso de Medicina da ELAM é ministrado em Espanhol. (7)

Outro dado não menos impressionante diz respeito à aplicação do curso de medicina em si. Nos primeiros dois anos na ELAM, os estudantes cumprem um currículo de ciências básicas compiladas; nos três anos seguintes do curso já passam à prática clínica em especialidades essenciais para uma atuação voltada quase que completamente à medicina comunitária (postos básicos de saúde), sobretudo em Ginecologia, Clínica Médica e Pequenas Cirurgias. O treinamento é mesclado com aulas teóricas, algumas delas com gravações de aulas repetidas e sem a presença física de um professor (não há como fazer perguntas). Já a partir do terceiro ano, os alunos já exercem a "prática médica". (7)

Durante o curso, os cubanos não podem sair da ilha-prisão, não participam de Congressos, não recebem periódicos de medicina com achados e descobertas mais recentes, não há como se aprimorar fora do curso, pois o acesso à internet é controlado pelo governo e muito poucos obtém esse luxo.

 

"Não havia água nos hospitais, os vasos sanitários não possuíam descarga e o risco de infecção hospitalar era extremamente elevado, desde a entrada do paciente no hospital". (Lucia Newman, The truths and tales of Cuban healthcare - As verdades e os contos de saúde cubana, 18 Jun 2012). (9)

Medicina de Quinto Mundo - A Medicina Cubana até hoje em nada Cooperou com o Progresso das Ciências Médicas
 

"Nos Estados Unidos, segundo a Associação de Médicos e Cirurgiões Americanos, mais de 75 por cento das pessoas com diplomas de medicina cubanos são reprovadas no exame da Comissão Educacional para Médicos Estrangeiros Graduados, buscando a licença para exercer a Medicina nos EUA." (Fox News - Latino; Médicos cubanos são reprovados em massa.) (18)

 

"Graduados da Escola Latino-americana de Medicina de Cuba, ou ELAM, são gravemente deficientes em sua formação para exercer a medicina. Dos 138 graduados que foram reprovados nos exames de licenciamento médico na Costa Rica, 59 eram graduados da ELAM. Estão muito atrasados em áreas fundamentais, incluindo Pediatria e Ginecologia e Obstetrícia. Eles não conseguiram alcançar a pontuação necessária nos 11 exames que foram aplicados." Ricardo Boza Cordero, Chefe da Escola de Medicina da Costa Rica. (21)

 

"Minha melhor amiga em Cuba é uma cirurgiã, e isso é o que ela diz sobre os cuidados de saúde em Cuba: 'Os médicos cubanos, privados dos últimos avanços em medicina diagnóstica, diagnosticam com base em suas próprias experiências. Além disso, sem o receio de terem de enfrentar processos por erro médico, estão à vontade para fazer suposições em suas práticas médicas. Se erram, o paciente é quem sofre e continuarão errando. Os diagnósticos errados são então atribuídos à falta de medicamentos, aos equipamentos quebrados ou indisponíveis, ao embargo norte-americano, e tudo o mais será o culpado, menos a falta de formação médica adequada.' " (Moses Patterson - Massive Graduation of Doctors in Cuba - A Graduação maciça de médicos em Cuba). (1)


A principal força motriz por trás do mito da "Medicina Cubana de Alto Nível" é mera propaganda ideológica do regime comunista cubano, sendo que esse mito está sendo rapidamente difundido no Brasil pelos militantes do movimento revolucionário comunista encabeçado pelo Partido dos Trabalhadores.

Em 31 de Agosto de 2013, o médico cubano Gilberto Velazco Serrano foi entrevistado pela Revista Veja, cujo título da matéria foi: "Nossa medicina é quase de curandeirismo", diz doutor cubano". Na entrevista à Veja, Gilberto Velazco Serrano, de 32 anos, conta por que, em 2006, desertou de uma missão de seu país na Bolívia - na qual os médicos eram vigiados por paramilitares, e revela fatos impressionantes sobre a Medicina Cubana. Se você desejar ler a entrevista na íntegra, poderá fazê-lo aqui.

A matéria descreve que na ilha dos irmãos Castro, Gilberto Velazco Serrano aprendeu seu ofício em meio a livros desatualizados e à falta crônica de medicamentos e de equipamentos. Os sonhos de ajudar os desamparados bateram de frente, ainda durante sua formação universitária, com a dura realidade de seu país: falta de infra-estrutura, doutrinação política e arbitrariedade por parte do governo. "É triste, mas eu diria que o que se pratica em Cuba é uma medicina quase de curandeirismo”, diz Velazco na entrevista.

Ao ser indagado sobre como é a formação de um médico em Cuba, Gilberto Velazco assim se expressa: "Muito ruim. É uma graduação extremamente ideologizada, as aulas são teóricas, os livros são velhos e desatualizados. Alguns tinham até páginas perdidas. Aprendi sobre as doenças na literatura médica, porque não tinha reativo de glicemia para fazer um exame, por exemplo. Não dava para fazer hemograma. A máquina de raio-X só podia ser usada em casos extremos. Os hospitais tinham barata, ratos e, às vezes, faltava até água. Vi diversos pacientes que só foram medicados porque os parentes mandavam remédios dos Estados Unidos. Aspirina, por exemplo, era artigo raro. É triste, mas eu diria que é uma medicina quase de curandeiro. Você fala para o paciente que ele deveria tomar tal remédio. Mas não tem. Aí você acaba tendo que indicar um chá, um suco." (Aretha Yarak, Mais Médicos; "Nossa medicina é quase de curandeirismo", diz doutor cubano. Revista Veja, 31/08/2013).

Na virada do século, mitos sobre a "cura cubana" para doenças como a Retinose Pigmentar e o Vitiligo se espalharam pelo mundo, fazendo com que pacientes de várias partes do planeta se dirigissem à Cuba. Comissões médicas, inclusive brasileiras, foram enviadas à Cuba a fim de conhecer essas maravilhas da medicina cubana. Era tudo mito e propaganda do regime comunista cubano.

A explosão de médicos cubanos formados em série aumentou consideravelmente durante o período de governo do falecido tiranete Hugo Chávez, que firmou contratos multimilionários com a Sociedade Mercantil Cubana - Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, enviando muitos milhões de dólares à Cuba pelo aluguel dos médicos e também fornecendo Petróleo à ilha dos Castro.

Se for buscada alguma cooperação, descoberta de algum método inovador de tratamento ou produção científica que a "excelente" medicina cubana trouxe às Ciências Médicas em todos estes anos, o que se encontrará será um enorme vácuo. Não há nada!

 

"Da próxima vez que algum tolo ignorante mencionar os 'excelentes e gratuitos cuidados de saúde' que os cubanos recebem, mostrem-lhes estas fotos." (Julio Muñoz, The Real Cuba). (16)

 

Sala de Raio-X Corredor de Hospital Cubano Laboratório Banheiro de Hospital Cubano

 

Hospital Cubano (16)

 


Dados Manipulados sobre as Estatísticas de Saúde de Cuba
 

"A Organização das Nações Unidas não coleta nenhum dado. As Nações Unidas simplesmente reportam tudo o que o governo de Cuba relata. Sendo assim, não existe nenhum modo objetivo para se conhecer as reais estatísticas sobre a medicina de Cuba. Países comunistas são famosos por esconder a verdade. " (2013 Creators Syndicate. Cuba Has Better Health Care than the United States?) (20)


O regime comunista cubano há anos se empenha em manipular suas estatísticas de saúde não somente para buscar justificar a existência política de um regime perverso e assassino, bem como, é óbvio, para manter as máquinas de produção da Sociedade Mercantil Cubana - Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos à todo vapor, hoje responsável por grande parte do PIB da ilha caribenha, superando as exportações de açúcar, dos famosos charutos cubanos e até mesmo das receitas com o turismo. A exportação de médicos rende a Cuba 5 bilhões de dólares por ano, que chegam às mãos do ditador Raúl Castro, sendo o salário pago aos médicos cubanos pelo governo da ilha US$ 30 dólares por mês por uma jornada de trabalho que frequentemente ultrapassa 50 horas semanais.

Em janeiro de 2014, o senador democrata (socialista) norte-americano pelo estado de Iowa, Tom Harkin, visitou Cuba e afirmou à imprensa que embora Cuba seja uma nação pobre, o serviço de saúde é notável e a taxa de mortalidade infantil é menor do que nos Estados Unidos. Foi prontamente desmentido pelo senador republicano (a direita nos EUA) pelo estado da Flórida Marco Rubio. Rubio nada mais fez do que desmentir, outra vez, a mentira das estatísticas de saúde cubanas, todas elas grotesca e historicamente manipuladas pelos burocratas do ditador responsável pelo assassinato em massa de mais de 105.000 pessoas.

Marco Rubio fez a seguinte declaração: "Gostaria de saber se os representantes do governo cubano que receberam Tom Harkin lhe disseram que em Cuba, se um recém-nascido vive apenas poucas horas após seu nascimento, e vem a falecer em seguida, este bebê não entra nos registros de nascimento, e é como se nunca tivesse existido, e evidentemente não entra nas estatísticas do regime cubano sobre a mortalidade infantil". O Ministério da Saúde Cubano afirmou em nota que havia registros de dados sobre a saúde dos cubanos desde a revolução comunista de 1959, mas os registros não estavam todos disponíveis pois desde 2009 diversos documentos foram perdidos em um incêndio. Em razão do incêndio, segundo a versão de funcionários do Serviço de Estatísticas de Saúde de Cuba, não havia como ter acesso aos documentos destruídos. (8)

O fato é que documentos apresentados à Association for the Study of the Cuban Economy - ASCE (Associação para o Estudo da Economia Cubana), uma entidade não governamental norte-americana situada no Estado de Maryland, desde 1990, e que conduz estudos e outros trabalhos buscando a transição de Cuba para uma Economia de Mercado Democrática, e que mostravam o declínio da mortalidade infantil em Cuba eram todos anteriores à Revolução Cubana. Diversos registros e outros documentos existentes que podem comprovar qualquer desenvolvimento no Sistema de Saúde Cubano no período pré-Castro foram sistematicamente destruídos.
Mesmo a despeito dessa enorme bagunça, o Governo Comunista cubano continua apresentando documentos, feitos à mão, e com metodologia obscura, a fim de manter as falsas estatísticas de um sistema de saúde que, na prática, não tem como comprovar sua suposta eficiência. (8)


Ainda outro dado, no sistema de saúde cubano, os médicos são obrigados pelo governo a praticar o aborto nas gestações potencialmente problemáticas a fim de baixar artificialmente as taxas de mortalidade infantil. Dr. Rodolfo Stusser, ex-conselheiro do Ministério de Saúde Pública de Cuba, informou à ASCE (Associação para o Estudo da Economia Cubana) que se a morte de fetos com mais de 21 semanas fossem incluídos nas estatísticas de saúde pública de Cuba, a taxa de mortalidade infantil naquele país seria, pelo menos, 50 por cento mais elevada. (8)

Cuba é uma farsa, um embuste e é a mais sangrenta de todas as ditaduras do Continente Americano. Seu sistema de saúde, bem como a formação de seus "médicos" é extremamente precária, muito ruim, e não pode, nem de longe, ser comparada à formação e à qualificação dos médicos brasileiros.

Nota* Sabemos que, a despeito de terem feito a opção por estudar Medicina em Cuba, não temos dúvidas de que entre não somente os cubanos, mas também dentre os muitos estrangeiros que estudam e que estudaram medicina em Cuba, há médicos que merecem o reconhecimento pelas muitas dificuldades que enfrentaram, e que ainda enfrentam, a fim de concluir um curso que trás consigo uma gigantesca responsabilidade. Todavia, mesmo nesses casos, o Brasil não precisa desses "médicos" do Governo Comunista do PT.

O maior problema do Brasil hoje, não é a saúde, não é a educação, mas a presença no Governo de um grupo de indivíduos marxistas revolucionários que, se nada for feito, arruinará esta nação. Destaque merecido ao Partido dos Trabalhadores, o mais nefasto e nocífero "partido político" que já ocupou o governo do Brasil em toda a sua História.

 

“Para a população carente, estão mandando médicos sem o Revalida e o registro no conselho. Eles têm apenas o registro no Ministério da Saúde. E as denúncias já começaram, com casos de prescrições erradas e encaminhamentos inadequados”. Dr. Roberto Luiz d’Avila, Presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM). (10)

 

 

          Médico Psiquiatra e Nutrólogo

Especialista Titulado pela Associação Brasileira de Psiquiatria e Associação Médica Brasileira


 

REFERÊNCIAS


(1) Havana Times, Massive Graduation of Doctors in Cuba. July 29, 2013


(2) CIA World Factbook; Humberto Fontova, Exposing The Real Che Guevara; The American Thinker Archives;


(3) John M Kirk and Chris Walker, Moral Medicine, The Cuban Way.


(4) Francisco Cardoso, Mais Médicos - versão cubano-brasileira dos Feldsher soviéticos. Conselho Federal de Medicina.


(5) Aretha Yarak, Mais Médicos; "Nossa medicina é quase de curandeirismo", diz doutor cubano. Revista Veja, 31/08/2013


(6) Reinaldo Azevedo, Escrava cubana que atuava no “Mais Médicos” do candidato Padilha deserta. Revista Veja, 05/02/2014


(7) Best things in life are free: studying medicine in Cuba. People's World, june 28 2011


(8) Daniel Wiser, Cuba Manipulating Health Care Statistics. Experts: Socialist regime trying to enhance its legitimacy. March 5, 2014

 

(9) Lucia Newman, The truths and tales of Cuban healthcare, 18 Jun 2012.

 

(10) STF, Notícias.  Presidente do CFM diz que Programa Mais Médicos é cheio de “equívocos”.


(11) The Association for the Study of the Cuban Economy - ASCE


(12) A primeira fugitiva. Editorial, Gazeta do Povo. 10/02/2014


(13) Fox News, Once Renowned, Cuban Doctors Are Failing their Medical Exams in Droves.

 

(14) 2014 Cuba Contemporánea. En el horizonte aumento salarial para el sector médico.
 

(15) People's World, Best things in life are free: studying medicine in Cuba

 

(16) The Real Cuba. 54 Years of Oppresion. (Website)

 

(17) Ryan Balis. "Sicko" Presents False View of Cuba's Health System.

 

(18) Fox News - Latino. Once Renowned, Cuban Doctors Are Failing their Medical Exams in Droves. Published October 25, 2011.

 

(19) Reaganista.com. Castro’s med school used as indoctrination tool inside and outside Cuba.

 

(20) 2013 Creators Syndicate. Cuba Has Better Health Care than the United States?

 

(21) University World News. Chrissie Long, Costa Rica rejects high number of medical graduates from Cuba. 30 September 2012.

 

(22) Contas Abertas. Mais Médicos tem orçamento de R$ 1,9 bilhão em 2014. 11 de fevereiro de 2014.

 

Veja Também: Cubanadas na Saúde do Brasil

 

 

 

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